Luís Augusto Gomes
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Apontada pela polícia como a principal suspeita de ter planejado a morte dos pais e da empregada, a arquiteta Adriana Villela, 46 anos, deve permanecer no Presídio da Colmeia, no Gama. A expectativa é que a Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) só deverá julgar o mérito do pedido de habeas corpus de Adriana na próxima semana. Pelo menos até a quinta-feira, ela ficará presa.
Das cinco pessoas que tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada pelo juiz Fábio Francisco Esteves, substituto do Tribunal do Júri de Brasília, terça-feira da semana passada, apenas Adriana permanece presa. O agente José Augusto Alves, 41 anos, foi o primeiro a conquistar a liberdade. Depois, foi a vez da ex-empregada do casal Villela, Guiomar Barbosa da Cunha, 71 anos.
Na última quarta-feira, o desembargador Romão Cícero, da Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que já havia determinado a liberdade dos outros dois, decidiu libertar também, a paranormal Rosa Maria Jaques, 61 anos, e o marido João Tocchetto de Oliveira, 49 anos.
O magistrado entendeu que não estavam presentes os requisitos da prisão temporária, porque não havia indícios da participação deles no crime além terem residência fixa e emprego. O promotor de Justiça Mauricio Miranda entendeu a argumentação da delegada Mabel Alves de Faria Correa, diretora da Divisão de Homicídios II da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), de que eles estavam atrapalhando a investigação e endossou o pedido de prisão.
Para a polícia, há indicíos da autoria do crime, motivado por questões financeiras e arranjo criminoso para dificultar as investigações. Na opinião da delegada Mabel, é possível dizer que Adriana arquitetou a morte dos pais. Ontem, à tarde, Adriana recebeu a visita da filha Carolina e do irmão Augusto. Ele levou três sacolas plásticas com água de coco, sucos e broa de povilho. As visitas ficaram 30 minutos no local.
Amigos de Adriana criaram um blog para mostrar a indignação deles com os últimos acontecimentos. “Adriana é muito querida pelas pessoas que a cercam. Dedica sua vida e criatividade à transferência de tecnologias inclusivas à pessoas de baixa renda com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dessa população”, diz um trecho da nota enviada à imprensa.
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