A fila de espera para início de tratamentos oncológicos no Distrito Federal foi reduzida em 28% entre março e julho deste ano. O resultado é reflexo de medidas adotadas pelo Comitê de Planejamento de Saúde do DF (Coplans), criado em fevereiro para levantar informações, identificar fragilidades e apoiar ações de curto, médio e longo prazo voltadas à promoção, prevenção e assistência à saúde.
Na última terça-feira (15), a Secretaria Executiva do Coplans apresentou detalhes sobre os cenários mapeados, os cronogramas de atividades e as entregas imediatas alcançadas até o momento. A reunião contou com a participação da promotora de justiça Hiza Carpina, da Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Durante o encontro, a promotora elogiou a organização e a coerência do processo de melhoria conduzido pela Secretaria de Saúde. “Aos órgãos de controle é importante entender esse planejamento para que seja possível acompanhá-lo e monitorá-lo. Qualquer mudança de curso precisa estar fundamentada, porque as soluções precisam ser técnicas diante de problemas tão complexos”, avaliou.
Programa oncológico é principal entrega
O programa “O câncer não espera. O GDF também não”, lançado nesta semana, é a principal entrega do Coplans nos cinco primeiros meses de atividade. A iniciativa busca reorganizar o fluxo de atendimento oncológico e ampliar a assistência prestada à população.
O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou a importância do comitê para a construção de soluções permanentes. “Os problemas são dinâmicos, assim como as soluções. Ter um time debruçado exclusivamente sobre os desafios e construindo resultados permite que a gente sobreponha a lógica de ‘apagar incêndios’”, afirmou.
Atuação técnica e integrada
A Secretaria Executiva do Coplans é formada por 13 membros responsáveis por organizar e elaborar planos e políticas públicas na área da saúde. Entre os temas prioritários do grupo estão Central de Regulação, gestão de leitos, força de trabalho, compras e contratações, cirurgias, nefrologia, oncologia, Rede Materno-Infantil e aspectos jurídicos.
Todas essas frentes vêm sendo fortalecidas com melhorias internas, com foco especial em ajustes de processos. A metodologia aplicada pelo comitê aposta na continuidade das ações como estratégia para garantir que os resultados positivos se mantenham ao longo do tempo.