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Brasília

Fila para ressonância magnética tem dez mil pessoas no aguardo

Arquivo Geral

17/08/2012 7h15

Soraya Sobreira
soraya.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

Para conseguir fazer o  exame  de ressonância magnética e dar continuidade ao tratamento, a cuidadora de idosos Regina de Lima, 38 anos, teve que entrar com ação na Justiça contra a rede pública de saúde do Distrito Federal. A medida foi necessária depois de esperar quase um ano pelo atendimento. Assim como ela, existem mais de dez mil pessoas na lista de espera. Para se ter uma ideia do crescimento deste contingente de pacientes, em abril deste ano, eram quatro mil pessoas aguardando para fazer o procedimento. O exame de tomografia também tem levado os pacientes a aguardar, em média, cinco meses.

 

De acordo com a Defensoria Pública do DF, de maio até agosto deste ano, foram registradas 300 reclamações desta natureza. “A quantidade tem sido tão intensa que temos ajuizado ações conjuntas a fim de agilizar ainda mais o processo”, explica o defensor público no Núcleo de Saúde, Ramiro Sant’Ana. Há casos de pacientes que aguardam até dois anos para serem atendidos.

 

Regina de Lima, que sofre de problemas na coluna, precisou de três ressonâncias em janeiro deste ano. Na rede particular, o procedimento   custa de R$ 600 a R$ 1 mil.  “Nos centros de Saúde, dizem que não tem nem previsão para eu realizar os exames. Fiquei desesperada, porque precisava com urgência e não tinha condições de arcar com as despesas”, conta. “Então, depois de esperar alguns meses, resolvi entrar na Justiça. No dia 10 deste mês, consegui fazer os procedimentos no Hospital de Base”, comemora.  Para Regina, a situação dos pacientes da rede é uma verdadeira humilhação. “Acho que não merecia ter passado por isto”, lamenta.

 

Já o desempregado Adenilton Andrade, 34 anos, não aguentou esperar tanto pelo exame de tomografia. “Paguei R$ 800 porque tive medo de morrer nesta tal lista. Tive um acidente vascular cerebral (AVC) há 13 anos. Mas, agora, estou tento umas complicações e há dois meses precisei fazer o exame para saber como eu estou”, conta. Há três anos, ele chegou a se cadastrar no Sistema Único de Saúde (SUS). “Até hoje, nunca recebi resposta. Esta é a segunda tomografia que faço”, acrescenta.

 

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde do  explicou sobre os aparelhos de tomografia e ressonância magnética na rede pública: “Temos uma máquina de ressonância magnética instalada no Hospital de Base  em pleno funcionamento. Também possuímos convênio na rede do  SUS com o Hospital Universitário de Brasília (HUB) e com o Instituto de Cardiologia”, informou, em nota.

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