O arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, atendeu à imprensa na manhã de hoje (14), na Cúria Metropolitana de Brasília, para fazer uma saudação oficial ao novo Papa e dizer o que os fiéis esperam do recém-eleito Papa.
O cardeal Jorge Mario Bergoglio fez o Vaticano soltar fumaça branca, nessa quarta-feira, às 15h (horário de Brasília), na Capela Sistina, no Vaticano. Francisco I, como deverá ser chamado, será o sucessor de Bento XVI à frente da Igreja Católica Apostólica Romana.
Dom Sérgio da Rocha abriu a ocasião apresentando o perfil de Francisco I. O primeiro jesuíta a ser eleito Papa, Francisco I nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1936. Um dos pontos que mais chama a atenção em seu perfil é a humildade. Conhecido pela simplicidade com que leva a vida, os fiéis esperam que conduza a Igreja da mesma forma.
O arcebispo brasiliense conta que o jeito simples e o coração de pastor fazem jus à escolha do nome Francisco I. “Jorge Mario Bergoglio não escolheu o nome Francisco à toa. Além de fazer referência a São Francisco de Assis, ele também homenageia São Francisco Xavier, um inesquecível missionário”, acrescenta.
Além disso, Jorge foi eleito também por sua proximidade com o povo. “Nós, fieis, acreditamos que ele acolherá vários grupos sociais e trabalhará em prol da justiça social. Isso ficou nítido em seu discurso, quando pediu que, antes de abençoar a multidão, ela o abençoasse antes, para estar preparada para cumprir seu papel”, destaca Dom Sérgio.
Quanto ao modo como irá administrar a Igreja Católica mundial, o arcebispo acredita que não se deve rotular como conservador ou inovador: “Não devemos reduzir o papado a uma única expressão. Temos fé de que ele seguirá o que está no Evangelho e não se absterá de denunciar erros dentro da Igreja.”
A eleição do Papa Francisco I surpreendeu a muitos vaticanistas. Ganhou dos mais cotados e foi ovacionado pelo povo. A Jornada Mundial da Juventude espera recebê-lo em julho deste ano, no Rio de Janeiro, mas a data ainda está a ser confirmada pelo Comitê Organizador Central da Jornada (COL).
Um dos itens mais discutidos para esse novo papado é a reforma no processo de evangelização e quem ela pretende atingir. Atualizar esta proposta de evangelizar abrange, principalmente, a contextualização dos dias atuais, ou seja, focar nos jovens.
Dom Sérgio finaliza dizendo que as orações feitas no processo de escolha do novo Papa contribuíram muito para Francisco I. Ele faz um alerta a todos sobre o equívoco em resumir o papado em “resolução de problemas”. “Cabe ao Papa cuidar das deficiências da Igreja, fazer propostas, avançar na missão de evangelização, e não só tentar resolver as polêmicas da Igreja. Tudo está incluso em uma coisa só: ser Papa”, conclui.