O tráfego aéreo do Distrito Federal ficou lotado de aviões… de papel. Um festival tirou adultos e crianças de casa para fazer e aprender diversos tipos de dobraduras e arriscar manobras no céu azul sem nuvens de domingo. Os pais relembraram a infância com a tradicional brincadeira e se divertiram com os filhos longe de tecnologias no Festival de Avião de Papel, na 112 Sul.
Rafael Carpi, seis anos, teve a ajuda do pai, Tiago Carpi, biólogo de 40 anos, para executar as dobraduras. Depois de pronto, disse ter gostado, e os arremessos ficaram cada vez mais fortes. Os dois saíram cedo do Lago Norte para participar do evento combinado pelas redes sociais. Foram fazer uma atividade diferente em um domingo de sol.
“Achei legal. Tinha que ter mais iniciativas de reunir a comunidade e fazer coisas diferentes com os filhos. Hoje em dia, as crianças ficam tanto tempo nos meios eletrônicos e a molecada está se divertindo aí”, considerou Tiago. Sua infância foi de brincadeiras na rua. “Meu pai nos incentivava”, contou.
Nostalgia
Enquanto as crianças estavam curiosas e animadas para brincar com o pedaço de papel dobrado de forma aerodinâmica, os pais pareciam se divertir nostalgicamente. Alemão, Christian Silva, 37 anos, não parava de jogar a dobradura, enquanto as filhas aprendiam a confeccionar o próprio brinquedo. “Eu jogava, mas quando tinha uns 12 anos”, lembrou. Ele está há seis anos no Brasil.
O organizador do festival é professor. Na escola, Eduardo Landivar, 35 anos, incentiva a brincadeira com avião de papel. “É uma atividade muito rica. Trata a parte psicomotora. Eu sempre gostei. Participo de campeonatos grandes que acontecem a cada três anos, mas não queria esperar todo esse tempo por outro. Resolvi fazer o evento”, contou.