Lucas Lavoyer
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Por vezes encarado como uma brincadeira, o consumo de ecstasy e de outras drogas alucinógenas e estimulantes comumente encontradas na vida noturna do Distrito Federal carece de atenção. De acordo com especialistas, as intituladas “pílulas do amor” podem escancarar a porta que separa o universo de substâncias ilícitas consideradas mais pesadas, como a cocaína.
Reportagem de domingo do Jornal de Brasília mostrou que esses produtos ilegais circulam livremente nas baladas. Neste ano, a Polícia Civil apreendeu 4.410 comprimidos de ecstasy, o que corresponde a aumento de 8.547% em comparação às apreensões de 2010.
Segundo o psiquiatra e professor da Universidade de Brasília (UnB), Raphael Boechat Barros, mesmo consumido em intervalos descontinuados, o uso do comprimido costuma levar a outras drogas. “Nunca atendi um paciente que só tenha usado ecstasy. É difícil achar um usuário que não tenha transitado por outras drogas”, comenta o especialista.
Questionados sobre uma possível “vista grossa” promovida pelos seguranças, organizadores e responsáveis por casas noturnas e festas de rave – alguns espaços onde costuma ocorrer a venda das drogas –, promotores de eventos revelaram que o tráfico acontece eventualmente, mas que desconhecem um estabelecimento que combine detalhes.
“Onde trabalho não há alívio quanto ao consumo de drogas, existe uma preocupação quanto a isso. Mas conheço festas onde ocorre com mais liberdade e que os seguranças fingem não ver”, comentou um profissional da área, que optou por não se identificar.