Gabriela Coelho
Especial para o Jornal de Brasília
Casar: verbo que muita gente sonha conjugar. Sonho este que dá trabalho, mas um trabalho cheio de magia, alegria e também algumas frustrações. Novas tendências mostram que organizar casamento demanda tempo e paciência.
Os mini weddings, casamentos para até 100 convidados, chegaram com força e estão ganhando cada vez mais popularidade no Brasil. Segundo a cerimonial e assessora de eventos Fabiani Gattai, o primeiro passo dos noivos é programar-se. “Mini-weddings são para alguns noivos sinônimo de dividir o momento com amigos íntimos da família e do casal. E uma boa assessoria e cerimonial auxiliam em todos os detalhes. Além disso, escolher um bom fotógrafo tem de estar nas prioridades, pois eterniza o casamento”, afirma.
O fato de ser de um casamento intimista não significa que não sejam necessários tempo, dedicação e planejamento. “Por ser intimista, as pessoas notam mais as pequenas coisas. Tudo é capricho e elegância, e é delicado caprichar nos detalhes e imprimir a personalidade do casal em tudo”, resume Fabiani.
Um charme
A administradora Mariana Costa organiza uma festa para 65 pessoas. “Fizemos uma pequena lista porque sempre achei um charme um casamento elegante, rodeado de familiares. As pessoas se sentem presenteadas. A desvantagem é a dificuldade de fazer a lista, pois não podemos passar de 65”, afirma.
Segundo Fabiani, a economia nos casamentos pequenos depende do que os noivos querem. “O importante é saber o quanto se deseja gastar. O mini-wedding é uma opção para casamento de pessoas que desejam formalizar o compromisso sem grandes festas. Mas em alguns casos pode ficar mai caro”, explica.
A psicóloga Samara Pereira fará seu casamento, para 80 pessoas, em novembro. “Sempre sonhei com o estilo ‘casamento na catedral’, mas não quero gastar muito. Pensei sobre o que me faria bem, e senti que faltavam as pessoas que gostaria que estivessem presentes diante de algo de extrema importância”, conta. “Faltavam as velas, o vestido, a comemoração. O que se encaixa com a gente hoje é uma celebração numa capela e uma recepção em um restaurante. Tenho a impressão de que meus olhos brilharão quanto eu entrar na capelinha”, prevê, ansiosa.
Lugar deve ter um significado
Uma das principais decisões no mini-wedding é o local onde será realizado. Há diversas opções, como hotéis, restaurantes ou a própria casa dos noivos. “Tudo é um contexto. O mais apropriado é que seja um lugar que carregue algum significado para o casal. Locais diferenciados, como galerias de arte, bistrô, livraria, vinícola, restaurante, enfim, há inúmeras possibilidades, por isso a atenção aos detalhes é fundamental”, explica Fabiani.
A recepcionista Raysse Sousa escolheu fazer um mini-wedding com um pouco mais de pessoas para outubro. “Vou fazer para 110 pessoas. Eu e meu noivo escolhemos assim porque queríamos uma coisa mais íntima, entre amigos chegados e familiares. Sempre sonhei com isso, com meu casamento em um jardim com as pessoas que mais amamos, e assim estar sendo um cerimônia íntima e que será linda”, afirma Raysse. Ela e o noivo se casarão em um sítio em Planaltina.
O importante é que o lugar comporte confortavelmente os convidados sem ser grande demais. “Se o local for enorme, a festa ficará com cara de vazia”, diz Fabiani.
Saiba mais
– A partir de hoje, o portal www.jornaldebrasilia.com.br publica o blog Antes do sim, assinado pela jornalista Gabriela Coelho.
– O blog entra no mundo das noivas e traz notícias, tendências, eventos, enfim, tudo o que diz respeito ao casamento.