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Brasília

Festa e solidariedade com bloquinho de carnaval no Lago Sul

Arquivo Geral

16/03/2014 10h00

O Carnaval já acabou, mas a festa continua para os foliões brasilienses. Agora, é a vez dos bloquinhos de rua animarem a cidade com eventos que marcam a ressaca do feriado. E foi assim que, pelo quarto ano consecutivo, o bloco Adocica Meu Amô reuniu  milhares de pessoas próximo ao Gilberto Salomão, no Lago Sul. Segundo a organização da festa, aproximadamente cinco mil foliões compareceram ao local.

 O DJ Flávio Fat Boy, a banda Carnavália   e os cantores Serjão Loroza e Adriana Samartini   comandaram do trio elétrico um repertório recheado de sucessos. Além dançar ao som de  axé, samba, pagode  e até música eletrônica, os convidados   puderam se divertir com o concurso de fantasias, que premiou o folião mais criativo com uma viagem para Miami (EUA).

 E neste quesito, quem chamou atenção foi o chef de cozinha Marcelo Petrarca, 26 anos, que foi vestido do cantor Bell Marques, ex-vocalista da banda Chiclete com Banana.  “O Chiclete com Banana faz parte da minha  história. Por isso, não podia perder a oportunidade de fazer essa graça. Passei o Carnaval em Salvador e, agora, a folia continua aqui”, contou.

O principal objetivo dos seis amigos organizadores da festa, André Bomtempo, Marcel Daltro, Geovane Meireles, Cássio Crispim,  André Moura e André D’Alessandro, é transformar o bloquinho em um grande evento beneficente, já que para adquirir o convite   foi preciso doar 5kg de alimento  não perecível. A estimativa era arrecadar até 40 toneladas, que serão doadas     instituições de caridade.

 “É uma gratificação muito grande poder ajudar e ver a alegria das pessoas quando recebem as doações.  Além disso, Brasília precisa de mais   encontros como esse”, diz André Bomtempo. Ele ressalta ainda que a ideia de montar o bloco surgiu, inclusive, pela necessidade de trazer para a capital um pouco da alegria de outros carnavais. 

“Eu e meus amigos tínhamos acabado de chegar   do Rio de Janeiro e resolvemos trazer  a Brasília uma festa com a mesma energia. Alugamos um trio elétrico e apostamos na ideia, que, desde o início, foi bem aceita. Hoje, o bloquinho é um sucesso e uma oportunidade de aumentar a interação entre os brasilienses”, acredita André. “O nosso objetivo é que o Adocica meu Amô faça parte do calendário oficial de Brasília”, confirma Marcel Daltro.

Público aprova a ideia
 
Para as estudantes Déborah Carvalho, 19 anos, e Raíssa Palazzo, 18, o sucesso do bloquinho é reflexo da melhora no Carnaval de Brasília. “Isso é ótimo, pois as pessoas ficam com vontade de curtir não apenas o Carnaval, mas também as festas pós-carnaval. Estou ansiosa pelos shows, acho que vai sair todo mundo muito satisfeito com a festa, que está linda”, afirmou Déborah.
 
 A estudante Michele Milhomens, 30 anos,   compartilha da mesma opinião. Para ela, o Carnaval da cidade agradou muitos foliões. “Só ouvi elogios para a festa, mas acho que ainda pode melhorar. No geral, a ressaca de Carnaval costuma ser mais animada que o próprio feriado, ainda mais quando o evento é barato e beneficente como esse. Brasília precisa de festas assim, onde os convidados se divertem e ainda fazem o bem”, contou.

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