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Brasília

Férias escolares aumentam risco de acidentes com crianças dentro de casa

Samu-DF registra quase 700 atendimentos infantis no período de recesso; especialistas orientam pais sobre prevenção e primeiros socorros

Redação Jornal de Brasília

18/07/2025 18h19

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Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde

O período de férias escolares, sinônimo de brincadeiras e descanso para as crianças, também acende um alerta importante para os pais: os acidentes domésticos tendem a aumentar. Somente nos meses de janeiro, julho e dezembro de 2024, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) realizou 694 atendimentos a crianças de até 12 anos vítimas de acidentes domésticos no Distrito Federal.

As ocorrências mais frequentes envolvem quedas da própria altura (134 casos), quedas de locais altos (127), ferimentos cortantes (109) e engasgos (38). “O Samu está pronto para agir em qualquer tipo de emergência, e isso inclui os acidentes domésticos com crianças, que são comuns nas férias”, afirma Carolina Cunha, chefe do Núcleo de Educação em Urgências (NEU) do Samu-DF.

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Carolina Cunha: “É importante que os pais tenham um olhar crítico, verifiquem se tem algum objeto ou produto perigoso que possa causar acidente, como objetos de metal, pontiagudos e se a área da piscina está restrita à criança”

Em caso de acidente, a primeira ação deve ser acionar o socorro pelo telefone 192 ou 193. Um médico regulador fornecerá as orientações necessárias até a chegada da equipe de atendimento.


Prevenção começa em casa

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Arte: Secretaria de Saúde

Para evitar incidentes, a principal recomendação dos especialistas é uma avaliação detalhada dos ambientes, especialmente aqueles frequentados por crianças. Objetos pontiagudos, produtos químicos, piscinas desprotegidas e escadas sem bloqueios estão entre os principais fatores de risco.

“As famílias precisam ter um olhar crítico. Tapetes escorregadios, janelas sem telas, brinquedos fora da faixa etária e panelas com cabos voltados para fora são detalhes que fazem diferença”, alerta Carolina.

Outro risco comum é a intoxicação acidental, geralmente causada por produtos de limpeza, medicamentos ou alimentos mal armazenados. Segundo a médica toxicologista Andréa Amoras, do CIATox-DF, os responsáveis devem manter esses itens fora do alcance das crianças, em locais altos e trancados. Em casos de ingestão ou contato com produtos tóxicos, a recomendação é levar a criança à unidade de saúde mais próxima, de preferência com a embalagem do produto envolvido.


Pipas, fogão e tomadas: atenção redobrada

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Atividades tradicionais como empinar pipas também oferecem riscos, principalmente quando feitas em locais inadequados. “A pipa pode se enroscar na rede elétrica, provocar choques e até acidentes fatais. O cerol e a linha chilena também são perigosos e podem causar cortes graves ou acidentes com motociclistas e ciclistas”, explica Cunha.

Outras orientações incluem:

  • Utilizar as bocas traseiras do fogão;
  • Proteger tomadas com tampas apropriadas;
  • Bloquear o acesso a escadas para menores de 5 anos;
  • Evitar brinquedos sem o selo do Inmetro ou fora da idade recomendada.

Primeiros socorros acessíveis

Para facilitar a orientação da população, o Ministério da Saúde firmou parceria com o YouTube e disponibilizou vídeos de primeiros socorros. Um dos destaques é a manobra de Heimlich, essencial em casos de engasgo.

“A informação salva vidas. Quanto mais preparados estiverem os pais, menor será o risco de uma tragédia”, conclui Carolina Cunha.

*Com informações da Agência Brasília

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