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Brasília

Feirão Caixa da Casa Própria oferece 10 mil imóveis

Arquivo Geral

13/05/2016 18h23

Brasília recebe, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o 12º Feirão Caixa da Casa Própria, de hoje (13) até domingo (15). O objetivo do evento é alavancar financiamentos de imóveis que se encaixem no programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. O feirão reúne mais de 50 stands de imobiliárias, construtoras e correspondentes bancários. O preço médio das ofertas é de R$ 225 mil, sendo 95% das unidades oferecidas até esse valor. São esperadas aproximadamente 20 mil pessoas nos três dias de exposições.

Segundo o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Ricardo Jordão, o feirão garante vantagens ao consumidor por oferecer, em um único lugar, todos os serviços necessários para a compra do imóvel. “Aqui a Caixa junta, no mesmo ambiente, toda a cadeia produtiva: é feita a análise de crédito, há os stands das construtoras e imobiliárias ofertando as unidades e o correspondente bancário, que faz o trabalho para que se possa iniciar o financiamento… É possível o cliente sair daqui com tudo pronto”, afirma.

A recomendação do superintendente é que o visitante não siga diretamente aos expositores sem antes fazer uma avaliação prévia de crédito nas ilhas de atendimento da Caixa Econômica, localizadas na entrada do evento. “Consultores especialistas em habitação fazem a triagem das demandas. A pessoa precisa levar o documento de identidade, o CPF e o comprovante de renda. É feita uma análise que diz se há aptidão para o financiamento, se a renda é a necessária, qual o valor que a pessoa pode financiar, e se há restrições cadastrais. Após esse atendimento é que o consumidor deve sair a procura de um apartamento nas ofertas, para algo que esteja dentro das especificações dadas pela Caixa. É importante passar pelo acolhimento porque não nos responsabilizamos pelo cliente que vai até a construtora, inicia o negócio, se compromete, e depois descobre que não tem crédito”.

As construtoras

Caio Alves, coordenador regional de vendas da MRV, maior construtora do Brasil, fala sobre as condições oferecidas na feira. “O produto oferecido aqui é o Residencial Top Life, em Taguatinga. Já entregamos mais de 1,2 mil chaves. O apartamento padrão, de dois quartos, custa R$ 225 mil”. Para os contratos negociados no feirão, o Imposto de Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI) é bancado pela empresa. A MRV, que já trabalha com o teto do programa de habitação do governo, aponta que segurou os preços dos imóveis esperando pelo evento, “porque se fosse reajustado levando em conta a inflação, íamos perder o público do Minha Casa Minha Vida”, afirma Caio.

Everton Moura, gerente da Lopes Royal em Brasília, está otimista. Ele garante que a procura por imóveis será maior do que no ano passado. “Todos os produtos oferecidos aqui se encaixam nas condições de financiamento da Caixa, porque esse é o público com crédito garantido pelo governo”. Segundo ele, mudanças especuladas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem dificultar o empréstimo com a taxa de juros que se tem hoje. Por isso, ele acredita que mais clientes aparecerão este ano. O foco da construtora é oferecer apartamentos de dois e três quartos em Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Gama, com preços a partir de R$ 190 mil, e entrada de 10%.

Fernando Lopes, gerente comercial da Foco Engenharia, construtora de menor tamanho, foca em apresentar as vantagens em relação aos outros empreendimentos em Valparaíso. “Oferecemos espaço de lazer completo, um diferencial para a região, como churrasqueira, piscina e playground; e nossas unidades têm a maior metragem do bairro. São apartamentos com o conforto de uma casa”, relata. No estande da Foco, a unidade vendida é ofercida a partir de R$ 129 mil.

Preços salgados

Daiane e Vinícius são jovens, sem filhos e casados há poucos anos. Passeando pela feira, os dois contam que procuram apartamento há mais de um ano, sem obter sucesso. “A gente esteve aqui último feirão, do ano passado, só que os preços estavam muito altos. Sentimos que era tudo uma maquiagem, faltaram ofertas. Voltamos mais cautelosos, para verificar se a situação está diferente, porque recentemente a Caixa mudou as regras para financiamento. Talvez com as novas normas, as promoções sejam reais. Procuramos por um apartamento de dois quartos em Samambaia ou Águas Claras próximo ao metrô. Por enquanto não achamos nada com uma entrada razoável, ou que esteja dentro do nosso orçamento” afirma Daiane.

 Muita calma nessa hora

O superintendente regional da Caixa, Ricardo Jordão, afirma que muitos contratos são fechados nos dias seguintes ao Feirão Caixa da Casa Própria. “Chegamos a encaminhar um valor significativo de negócios, finalizamos alguns, mas dias depois são assinados muitos outros contratos nas nossas agências, após o contato inicial aqui na feira”, conta. Ele também frisa a importância de uma compra responsável. “A compra da casa própria não é uma decisão que se toma da noite para o dia, tem que ser uma decisão consciente. Investimos muito nessa visão de ser consciente”.

O primeiro Feirão do ano começou em abril e o último vai até junho. Doze capitais recebem o evento: Belém, Belho Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. As condições de juros e financiamento oferecidas são as mesmas encontradas nas agências da Caixa.

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