Mariana Laboissière
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Depois do susto, a confusão. Após uma pastilha de concreto com cerca de 60 centímetros de comprimento ter desprendido da marquise da Torre de TV e a Defesa Civil ter interditado o perímetro que circunda a estrutura, foi a vez dos feirantes reclamarem. Afinal, pelo menos 40 barracas foram fechadas e assim ficarão por tempo indeterminado. Prejuízo financeiro para boa parte dos profissionais que trabalham ali.
Com medo de possíveis saques e de não conseguirem resgatar as mercadorias em outras ocasiões, alguns donos de bancas na localidade aproveitaram o domingo para limpar as prateleiras, outros desafiaram a segurança e as grades, passando o que vendiam por cima delas.
“O pessoal está voltando de férias e se quiser levar uma lembrancinha para casa não vai poder. Estamos tentando encontrar uma solução para isso ou então perderemos muito dinheiro. Imagine aquelas pessoas que vivem unicamente da feira?”, questiona a artesã Brasília Márcia, 50 anos.
Ontem, alguns candidatos a deputado distrital estiveram no local, conversando com os feirantes que pedem, além de maior rapidez na finalização do novo espaço destinado aos comerciantes, a transferência imediata das barracas embargadas para o estacionamento próximo. Na ocasião, um dos políticos chegou a dizer que irá acionar, ainda hoje, o GDF e solicitar uma reunião com os órgãos competentes.
Vistoria
De acordo com o representante interino da administração do monumento, José Lopes de Souza, será feita uma vistoria mais detalhada em toda a estrutura. Em princípio, foram constatadas várias rachaduras que, segundo representantes da Defesa Civil, podem apontar a falta de manutenção. Para evitar acidentes, foram instalados tapumes, que isolaram a área de risco, e também banheiros químicos para o conforto de feirantes e visitantes.
“Só temos o fim de semana para vir à feira e é nesse tempo em que a maioria das barracas está aberta. Eu vim hoje (ontem) à procura de um produto específico, mas vi que a loja está fechada. Cheguei agora, mas já estou voltando para casa”, indigna-se a aposentada Sheila Alves, 56 anos. “É claro que a segurança vem em primeiro lugar, mas acho que não precisava disso tudo por causa daquela coisinha que caiu”, conclui.
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