Além de futebol na TV, barzinho e outros tipos de diversão, domingo também é dia de feira para o brasiliense. No Paranoá, um
tipo de comércio atraiu clientes de todos os lugares do Distrito Federal: a Feira de Trocas, a Escambau. Em vez de dinheiro, quem procurou a Casa Viva – espaço na Quadra 2 cedido para o evento – em busca de adquirir um objeto usado precisou “sacar” outro bem usado para trocar com o proprietário expositor. A criatividade roubou a cena.
No cenário de ofertas, havia de tudo. Livros, bonecas velhas, peças de roupas, sapatos, celulares, bicicletas e até massagem. Isso mesmo. Foi com o esse serviço que o massagista Marcílio Lima, 47 anos, morador do Jardim Botânico, conseguiu renovar o guarda-roupa..
Com alguns minutos da técnica, que ajuda a diminuir a tensão dos músculos, ele obteve calça jeans, sapato e até um estabilizador. “Fiz seis massagens”, contabiliza.
Leide Costa, 47, aprovou a massagem. A moradora da 112 Sul diz que chegou a dormir na cadeira onde recebia a massagem. “A feira do escambo trabalha essa questão do desapego”, ressalta.
Itinerante
A Feira de Trocas percorre todo o DF a cada três meses. Ontem, foi a vez do Paranoá. A exposição de objetos usados ocorreu das 8h às 18h. O movimento foi intenso durante o dia todo.
De acordo com a responsável pelo espaço, Cleudes Pessoa, 40, os frequentadores procurarm mais por roupas, calçados e eletrodomésticos. Os objetos que menos saem são bijuteria e gravatas. “Aqui, tem de tudo. O objetivo é reciclar mesmo. E incentivar a sustentabilidade”, afirma ela, que cuida do imóvel onde ocorreu a feira.
Saiba mais
Escambo é a transação em que cada uma das partes entrega um bem ou presta um serviço para receber da outra parte um bem ou serviço em retorno em forma de crédito, sem que um dos bens seja moeda. A prática foi utilizada durante os primórdios da colonização portuguesa do Brasil.