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Brasília

Feira dos Importados agora é propriedade privada

Arquivo Geral

22/06/2009 0h00

Depois de 12 anos funcionando com termo de concessão de uso da área, clinic a cooperativa da Feira dos Importados conseguiu comprar o lote da feira por R$ 47,5 milhões. A venda foi feita por meio de uma licitação, realizada em dezembro de 2008. Agora, os próprios feirantes passam a ser os donos da área de 38,2 mil m², localizada no trecho 7 do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

O termo de compra e venda foi assinado nesta segunda-feira (22) pelo governador José Roberto Arruda, o secretário de Agricultura, Wilmar Silva, o diretor-executivo da Ceasa, Fernando Squinzane, e representantes da Cooperativa da Feira dos Importados (Cooperfim), que conta com 2.093 comerciantes. O terreno terá de ser pago em 120 meses à Ceasa, dona do lote e o dinheiro será aplicado na melhoria do abastecimento de produtos agrícolas no DF.

O diretor da Ceasa explica que a venda do terreno traz benefícios para a instituição. “Não era atribuição da Ceasa administrar essa feira. Agora, com a venda, teremos dinheiro em caixa para investir em melhorias e trabalhar somente com o abastecimento do DF”, explica. A Ceasa é uma sociedade de economia mista.

Para o governador, o modelo de feira privada desonera o governo e traz benefícios aos comerciantes. “É vantagem para o feirante porque ele agora é dono do terreno e terá a garantia e a tranquilidade de investir em um negócio próprio. Para o governo, que receberá o dinheiro, também será muito vantajoso, pois também poderemos investir em melhorias”, detalhou.

O modelo privado poderá se estender para outras feiras de grande porte do DF. “Estamos estudando essa possibilidade”, acrescentou o governador. Já as feiras de menor porte continuarão a receber os termos de concessão por 10 anos e incentivos do GDF para melhorar os serviços prestados á comunidade. Segundo Arruda, o fato de a feira ser privada não afastará a fiscalização do governo. “Continuaremos atentos, principalmente à questão tributária”, salientou o governador.

A vice-presidente da Cooperfim, Izilda Nascimento, comemorou a compra do terreno. Ela se diz satisfeita e tranqüila a partir de agora. “Se eu morresse hoje, o termo de concessão da minha banca voltaria para o Estado e a minha família ficaria desamparada depois de 12 anos trabalhando na feira. Agora tenho a garantia de que o terreno é meu e poderei investir”, detalhou.

Izilda explica ainda que a posse da área permitirá aos feirantes investir sem medo de perder dinheiro. “O local agora é nosso e podemos realizar nossos próprios projetos de melhoria”, ressalta. A vice-presidente explica que o próximo passo da cooperativa será a mobilização para uma ampla reforma nos banheiros e cercamento do estacionamento.

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