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Feira do Livro retorna presencialmente no centro de Brasília

Nesta 36ª edição, a expectativa é que mais de oito mil pessoas visitem os estandes com variadas obras, desde os clássicos aos lançamentos

Foto: Vitor Mendonça/ Jornal de Brasília

Após dois anos sendo adiada em decorrência da pandemia da covid-19, a tradicional Feira do Livro de Brasília (FeLiB) voltou a acontecer desde a última sexta-feira (17) em frente ao Museu da República e da Biblioteca Nacional de Brasília. Nesta 36ª edição, a expectativa é de que 80 mil pessoas visitem os estandes com variadas obras, desde os clássicos aos lançamentos durante os 10 dias de duração do evento.

Quem pretende ir ao local pode encontrar mais de 60 estandes para diferentes gostos. Há livros para quem prefere literatura clássica, mangás, poemas, literatura infantil, conteúdos especiais de fotografia, arte e gastronomia, conteúdos escolares e de estudos específicos, além de cordéis, quadrinhos, etc.

Há também cadeiras de massagem, contadores de histórias, música, espaço de alimentação, artesanato e brinquedos, além de estandes para conscientização da violência contra a mulher, violência na infância e educação no trânsito. Também estão presentes os tradicionais desenhos de caricatura.

A família Conrado esteve ontem na FeLiB e pôde aproveitar e explorar muitos dos conteúdos expostos, principalmente os infantis. Henrique, de 39 anos, e Lílian, 38, foram ao local com os filhos Noah, 11, e Jonathan, 6. O policial militar e a enfermeira contam que querem incentivar a leitura para os pequenos, para que continuem com a prática mesmo após a infância.

“Estamos tentando incluir o hábito de leitura neles. Eles geralmente gostam de livros que estão ligados a desenhos e filmes que gostam”, contou Henrique. Para a mãe Lílian, esse contato com diferentes histórias é interessante para que possam desenvolver também a imaginação. “É essencial nessa fase, enquanto são crianças”, disse.

Os pais também aproveitaram para encontrar títulos que os agrade. Para Henrique, um bom quadrinho e livros de não-ficção contam, na opinião dele, as melhores histórias. Lílian também prefere os livros de situações reais, como biografias e narrativas que retratam diferentes realidades. Para os pequenos, ler é melhor do que jogar.

Quem também prefere a leitura aos jogos de videogame e computador é Kauê, de 7 anos, filho de Raquel Sousa, e neto de Solange Sousa. “Estou achando tudo legal os livros e histórias”, contou.

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A avó, Solange, é professora do ensino infantil em Recanto das Emas pela Secretaria de Educação, e está encantada com a volta da Feira do Livro em Brasília. Para ela, que sempre foi uma tradição levar os filhos ao local, é muito emocionante ver tantas famílias buscando livros e o ambiente de leitura, com histórias contadas.

“Para mim, como professora, ver tudo isso é um espetáculo. É como um mundo de magia e, para a família, é muito marcante. […] Com o digital tão forte, e que cresceu na pandemia, estar com o livro na mão é uma experiência completamente diferente, assim como ter o professor no on-line e no presencial”, disse.

Com muitos visitantes, o estacionamento foi uma das dificuldades encontradas pela família para poder aproveitar a Feira. Segundo Solange, entretanto, valeu a pena.

Raquel estava com saudades. Para ela, a FeLiB é uma espécie de nostalgia, por sempre presenciar o ambiente cultural tradicional de Brasília. “Depois da pandemia é muito diferente vir aqui. Ficamos na expectativa se iria voltar ou não, mas ainda bem que voltou”, destacou. Ela foi ao local em busca de livros de economia e empresariais, área na qual tem interesse.

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Programação

Durante a FeliB, serão homenageados o ilustrador e escritor Roger Mello, o fundador da Biblioteca Nacional Antônio Miranda e o ator, escritor e diretor Lázaro Ramos. Além das homenagens, o foco da feira será a sustentabilidade e todo o lixo gerado no local será reciclado após o evento.

A 36ª edição da Feira acontecerá até o dia 26 de junho e é inclusiva, disponibilizando títulos em braile e deficientes e idosos prestarão atendimento ao público. Os autores do Distrito Federal estarão presentes no Quadradinho Mais Autora, local destinado para os escritores locais, associações e editoras independentes de Brasília.








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