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Brasília

Feira de Produtores: Destruída pelo fogo

Arquivo Geral

03/10/2012 8h40

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

“Estou muito triste porque são anos de trabalho perdido”, resumiu a artesã Elizabeth Mendanha de Assis,  ao ver os restos dos produtos no meio da fumaça, causada pelo incêndio que destruiu completamente o Empório dos Produtores Rurais do Lago Oeste, às margens da BR-020, rodovia que liga Brasília a Formosa, em Sobradinho. O fogo deixou um prejuízo de R$ 100 mil aos  expositores. Elizabeth e o marido Antônio Moacir Mato tinham dois boxes com aparadores, molduras, gamelas, colheres, tudo confeccionado em madeira.

 

O incêndio começou por volta de meia-noite de segunda-feira, no telhado de palha. Durou cerca de 30 minutos e consumiu todos os produtos, a estrutura e a vegetação próxima do local. A fiação de um posto de iluminação pública a 15 metros de distância e fios telefônicos  de quatro operadoras também foram destruídos pelas chamas, que chegaram a cerca de dez metros de altura.

 

O frentista Leandro Sérvulo de Lima, 23 anos, afirma que  o fogo começou no telhado.  “Foi muito rápido. Em cinco minutos a palha da cobertura estava destruída”, disse o jovem.    O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas quando chegou o fogo havia destruído os 24 boxes de 17 expositores,  que mantinham a feira há seis anos. O espaço é da  Secretaria de Agricultura e estava cedido para  a Associação dos Produtores do Lago Oeste e para a Associação dos  Artesãos e Culinaristas de Sobradinho.

 

Investigação
Agentes da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) investigam as  causas do incêndio.  Eles trabalham com duas hipótese:  curto-circuito e incêndio criminoso. Essa, porém,  não foi a primeira vez que  ocorreu um incêndio no local. Há quatro meses, houve um princípio de incêndio, mas as chamas foram contidas a tempo. 

 

A delegada-chefe  Nélia Vieira, responsável pelas investigações, apurou que o sistema elétrico da feira foi trocado há cinco meses e estava desligado. Ela vai aguardar o laudo da perícia do Corpo de Bombeiros e de peritos do Instituto de criminalística (IC). O resultado deve ser concluído em 20 dias.  A delegada já ouviu  Célio Ernesto Brandalise, administrador do empório, e vai interrogar funcionários de postos de combustíveis das proximidades para tentar identificar os culpados. Quem tiver qualquer informação pode telefonar para o número 197 e não precisa se identificar.

 

Para Célio Brandalise,  o incêndio foi criminoso. O administrador descarta a possibilidade de curto-circuito. Ele garante que  o local passou por uma reforma em suas instalações e a energia elétrica estava desligada pela Companhia  Energética de Brasília (CEB). “Alguém colocou fogo. Vivem por aqui moradores de rua e viciados em droga”, afirma.

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