
A construção da Feira da Madrugada, ao lado da Feira dos Importados, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), pode se tornar uma realidade em breve. Ocupando um terreno de 15 mil metros quadrados, o novo polo comercial, localizado no espaço Multifeira, caso saia do papel, poderá gerar aproximadamente 1,5 mil empregos diretos. No entanto, a continuidade do projeto depende de entraves burocráticos, garante Gilson Machado, sócio e diretor superintendente da Engecopa Construtora, que, atualmente, é responsável pelo local.
Com todos os documentos em mãos, inclusive o alvará de construção, Machado informa que apenas espera o reconhecimento da administração regional para dar continuidade às obras, que ficaram paradas por muito tempo, até a Justiça determinar que, hoje, a Engecopa tem total poder sobre a área, mesmo não sendo a dona.
Concessão
Isso porque, explica o empresário, o terreno, de fato, pertence às Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa), mas, desde 1994, a empresa ganhou a licitação para utilizar o espaço, por meio de concessão. Entretanto, após alguns impasses entre a Engecopa e a Ceasa, o local ficou parado.
“O terreno é público sim, mas o investimento é privado e está parado sem motivo. A Justiça já determinou que eu tenho o direito de fazer o que for do meu interesse nesse espaço, mas estou aguardando a liberação do alvará, o que impede a aprovação do Habite-se da obra e, consequentemente, atrasa o projeto”, afirma o diretor.
Ele explica que os problemas entre a Engecopa e a Ceasa começam por uma dívida da empresa, de aproximadamente R$ 5 milhões. Por outro lado, as centrais também pediram a rescisão do contrato, por causa desse valor, de maneira irregular, completa Machado.
Contrato
“São processos que vão durar anos ainda. Qualquer quebra de contrato exige todo um procedimento que não foi seguido pela Ceasa. Também estamos questionando a nossa dívida, pois ela foi gerada durante um período que nós não estávamos fazendo uso do terreno, logo não justifica um pagamento”, acrescenta o empresário.
Estímulo à qualidade
Ainda que esteja na fase de especulação, o diretor da Engecopa não esconde a vontade de concretizar a Feira da Madrugada. Mais do que isso, ele ressalta as vantagens para o comércio local. “Serão 20 mil metros a mais de comércio na região. Além da população, os próprios feirantes serão beneficiados. A concorrência estimula a qualidade do serviço e diminui os preços”, declara.
Gilson Machado explica como serão distribuídos os R$ 20 milhões que foram investidos no local. “Queremos montar um ambiente prazeroso, organizado, com profissionais de qualidade e com produção e confecção próprias. Vamos construir uma praça de alimentação e um estacionamento coberto. Como a região não é residencial, uma Feira da Madrugada não atrapalharia. Pelo contrario, facilitaria a vida de todos”, finaliza.
O JBr. procurou a Administração do SIA e aguarda resposta sobre o assunto.