A desocupação de 26 famílias da quadra 5 do Varjão, viagra sale considerada como área de risco, ampoule foi realizada ontem. A operação contou com 12 órgãos do Governo do Distrito Federal e começou por volta das 9h30. Houve resistência inicial, mas os moradores teriam sido convencidos de que a região está mesmo condenada a desabamentos.
Os moradores reivindicam a transferência para locais próximos ao Varjão. “Vamos esperar os 20 dias para a construção de
pequenas casas em Samambaia. Por enquanto, as pessoas serão abrigadas em uma escola. Quem não optar pelo lote vai ter que esperar uma resolução do governo”, diz o presidente da associação de moradores, José Maria Martins.
A remoção para Samambaia foi proposta pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest). “Foi
feito um levantamento e cerca de 70% dos moradores estão desempregados. Conversei com o secretário de Trabalho, Robson Rodovalho, para intermediar uma possível contratação junto a uma indústria alimentícia que fica perto da região”, defende o
secretário João Oliveira.
“Não há como contrariar o laudo da Defesa Civil. A proposta era reformar os barracos no Natal, mas a quadra (no Varjão) foi reclassificada como de situação de grande risco devido à queda de uma árvore”, explica a administradora regional do Varjão, Luiza Helena Vercilo. “Hoje, são 1.207 os lotes edificados no Varjão. Estamos no limite. A cidade não comporta mais”, completa ela.
A dona de casa Michele Damaceno vivia há pouco mais de um mês na quadra. “Fui removida com minhas duas filhas da quadra 3 para cá. Depois deter construído e feito dívida, perdi o pouco que tinha”, afirma ela.Há 10 anos no local, Maria Aparecida
de Moura criou os três filhos ali, construiu uma casa com cinco cômodos e desaprova o lote em Samambaia. “Lá é um fim de mundo. É perigoso. Eu vou morrer de fome. Sou diarista no Lago Norte e ninguém irá pagar R$ 10 de passagem por dia”, aponta.
Ivonete de Oliveira chegou a cogitar a possibilidade de ir com os quatros filhos para o local indicado pela Sedest, mas desistiu. “Moro há 15 anos nesta quadra. Gosto do Varjão e (a mudança) vai ser uma contramão, porque meu marido trabalha
aqui”. Para Leicia Santos, a transferência também causará prejuízos. “Faço faculdade no Lago Norte e estágio na Asa Norte. O local em Samambaia é bom, mas vou ter que largar tudo por ser muito longe.”