O atendimento dos médicos do Centro de Trauma do Hospital Base, que além de cuidar dos pacientes dão atenção especial a seus familiares, foi apontado hoje pelos parentes dos internos como um dos diferenciais do funcionamento do setor inaugurado em 2011.
“Desde a parte dos guardas (na recepção), eles explicam direitinho, pois têm pessoas que ficam nervosas. Aqui também (UTI do Neurotrauma), os médicos passam todo dia, avaliam, falam com a gente”, disse Keityanne Duarte, irmã de uma vítima de acidente no trânsito.
Duarte é uma das pessoas que considerou os novos equipamentos da unidade, a rapidez no atendimento e a eficiência dos profissionais que lá trabalham (atendentes, enfermeiros, doutores) como outros pontos importantes do projeto.
“Eu fiquei impressionado, principalmente porque o quadro (de meu filho) já era bem complicado e se complicou ainda mais (antes de ser mandado para o Hospital de Base)”, disse o empresário Miro Almeida (53).
O filho dele, Vitor (21), sofreu um acidente de moto na madrugada do último dia 2 e foi levado primeiro para o hospital de Ceilândia, onde recebeu os primeiros socorros, mas depois transferido para onde agora está, em consequência da gravidade do seu estado.
Emocionado, Almeida recordou como foi o ingresso do filho na unidade: “Na hora de ir para casa, quando vi que não podíamos acompanhá-lo, foi a hora que abracei a minha esposa e falei para ela, que o nosso filho estava em boas mãos (no Centro de Trauma) “, declarou.
O empresário fez questão de pessoalmente expressar sua satisfação ao governador Agnelo Queiroz, a quem abraçou na sexta-feira, 12, após um evento no Palácio do Buriti.
“Todo mundo ficou impressionado com a velocidade do atendimento e eu agradeci”, disse depois do encontro informal com o chefe do Executivo.
USAT – A Unidade de Terapia Semi-intensiva (Usat) é um dos setores do Hospital de Base, que tem os mesmos equipamentos de uma UTI, além de médicos intensivistas (profissionais especializados em emergências) 24 horas por dia.
“Todo paciente que chega à unidade é atendido por esse profissional”, assegurou a coordenadora da UTI adulta, Vânia Maria de Oliveira (44).
Lá, a vítima é encaminhada a uma das salas de atendimento: a vermelha – para casos de risco de morte iminente ou a amarela – para os de menor gravidade.
Keityanne Duarte (27), que se reveza com outras cinco pessoas nas visitas à irmã Krysleanne (23), vítima de uma batida de trânsito: “Aqui todo mundo foi muito bem atendido”.
José Marcos Arthur Alves do Nascimento (42), balconista, é filho de um paciente com 86 anos e que sofreu um aneurisma, problema que o levou para a mesma UTI.
“Meu pai entrou com 85 anos (em 23 de junho) e fez aniversário aqui. Ele está se recuperando. Eu só posso dizer que o atendimento foi bom”, declarou.
Almeida, Duarte e Alves do Nascimento se disseram surpresos com o tratamento recebido no hospital público para casos de emergência que seus entes queridos enfrentam, e fizeram questão de ressaltar o papel do corpo clínico no auxílio aos familiares.
A equipe médica credita a celeridade e a eficiência à separação dos casos urgentes, entre trauma e neurocardiovascular, como também à divisão de funções– embora todos os intensivistas atuem nas unidades, de acordo com suas especialidades.
A médica Vânia Oliveira explicou que há uma preocupação dos médicos nesse contato – “buscamos a humanização (…) quando a situação é muito complexa, pedimos inclusive aos psicólogos da unidade para assistir aos pais”, disse.
A coordenadora UTI lembrou ainda que o hospital conta com 44 novos leitos de UTI, recentemente inaugurados.
Hoje, o hospital tem seis unidades de terapia intensiva: coronária (8 leitos), cardiovascular (8 leitos), geral ou clínico cirúrgica (10 leitos), pediátrica (12 leitos), neurotrauma (24 leitos) e a cirúrgica (20 leitos).