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Brasília

Família e amigos pedem ajuda para localizar jovem desaparecida

Colaborador JBr

28/06/2016 16h20

Reprodução/WhatsApp

Ana Ferreira
ana.ferreira@jornaldebrasilia.com.br

Parentes e amigos buscam informações sobre Mariana Loures Vieira, de 34 anos, que está desaparecida desde a manhã dessa segunda (27). A jovem sofre de problemas psiquiátricos e, para ajudar nas buscas, os familiares compartilharam cartazes nas redes sociais.

Reprodução/WhatsApp

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Mariana foi vista pela última vez por volta das 8h30 da manhã. Ela saiu da Estação do Metrô de Taguatinga Centro em direção a Taguatinga Sul. Na ocasião, Mariana vestia uma blusa vermelha,  calça preta e um casaco de cor escura.

Segundo informações de familiares, como de costume Mariana passou o fim de semana na casa do namorado, na Asa Sul. Por volta das 8h de segunda, o namorado da jovem a deixou na estação da 114 onde Mariana embarcou sentido Taguatinga Centro.

“O destino dela era o Hospital Dia Psiquiátrico Renascer, na QNA, onde ela faz tratamento. Mas, segundo o que nos informaram ela seguiu por um caminho totalmente oposto. E não sabemos o motivo”, ressaltou a irmã de Mariana, Fernanda Loures.

Ainda de acordo com a irmã, Mariana, que mora em sua companhia, com a mãe e os dois sobrinhos, na 402 de Samambaia Norte, faz uso de medicamentos controlados.
Fernanda afirmou que a família está muito preocupada e busca por qualquer notícia que possa levar ao paradeiro da jovem.

“Conversei com o namorado dela e  ele me disse que não aconteceu nada demais. O fim de semana foi normal e a Mariana estava tranquila. Ela sempre saiu de casa pra resolver seus assuntos e, sempre retornou pra casa. Dessa vez foi diferente. Estamos muito preocupados pois no início do mês impedimos que Mari tirasse a própria vida. Nosso medo é que ela tenha tido um surto”, afirmou.

A família registrou o boletim de ocorrência na madrugada desta terça (28), na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). Segundo a corporação, o caso continua sendo investigado.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Mariana pode informar pelos telefones (61) 98313-8757 / 98672-1605 / 3357-3482.

Desaparecidas no DF

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social informou que, 3.250 pessoas estavam desaparecidas no Distrito Federal entre janeiro e dezembro de 2015. Destas, 1.632 eram do sexo feminino e 1.618 do sexo masculino.

Até o dia 29 de janeiro deste ano, quando o setor de estatística atualizou o estudo ainda permaneciam desaparecidas 914 pessoas e foram localizadas 2.336. Em 2014, 3.706 pessoas estavam desaparecidas. Destas, foram localizadas 2.998 pessoas, restando ainda 708 pessoas desaparecidas.

Do total de 3.250 pessoas desaparecidas em 2015, o sexo feminino apresentou maior número da faixa etária entre 13 e 17 anos, com 77% dos casos. O sexo feminino também apresentou mais desaparecimentos do que o sexo masculino na faixa etária até 12 anos, com 60% dos casos. Já o sexo masculino apresentou maior número de pessoas desaparecidas na faixa etária de mais de 50 anos, com 78%; da faixa etária entre 18 e 29 anos, com 75%; e da faixa etária de 30 a 49 anos, com 66%.

Segundo o estudo, entre as principais motivações para o desaparecimento de crianças e adolescentes, está a fuga por conflitos familiares ou violência doméstica, além da perda por descuido ou desorientação. Muitos alegam que passaram alguns dias na casa de namorado (a) ou amigo (a). Já o desaparecimento de adultos é comum para o uso de drogas ou também porque não avisam a família e passam alguns dias na casa de namorado (a) ou amigo (a). Dos adultos que desapareceram involuntariamente, foi constatado que 66 registros em 2015, ou seja, 2% do total de pessoas adultas, foram vítimas de acidentes ou de crimes com restrição de liberdade ou tiveram crise psiquiátrica, entre outros.

Entre as regiões administrativas que mais registraram ocorrências de desaparecimentos entre janeiro e dezembro de 2015, estão Ceilândia, com 517, seguida por Samambaia, com 283, e Planaltina, com 238.

Ainda segundo a pasta, a SSP-DF tem trabalhado, com a Polícia Civil e o Ministério da Justiça, para unificar os bancos de dados de pessoas desaparecidas. “A SSP e a Polícia Civil estão em contato com as famílias de pessoas desaparecidas em 2014 e 2015 no intuito de saber quantas, de fato, ainda continuam desaparecidas. Isso porque há uma subnotificação com relação à retirada do registro da ocorrência quando as pessoas são encontradas”, afirmou.

A secretaria informa também que ainda não dispõe deste levantamento com dados de 2016.

 

 

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