Marina Cardozo
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A família do garoto Lucas Bittencourt, de dez anos, contestará o laudo elaborado por médicos da Secretaria de Saúde junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM). A equipe ficou responsável por avaliar o quadro do menino, para decidir se o GDF faria a cirurgia de implantação de um marca-passo diafragmático. Os médicos concluíram pela não indicação do procedimento cirúrgico.
Lucas sofre de insuficiência respiratória crônica e depende de ventilação mecânica contínua desde que nasceu. Seu quadro de saúde é extremamente delicado, inclusive com risco de pneumonia e de morte iminente. A secretaria chegou a aceitar o pedido para fazer a cirurgia, mas depois voltou atrás da decisão. Por isso, os pais de Lucas entraram com uma ação judicial, que foi acatada pelo Tribunal de Justiça do DF.
Na avaliação do pai do menino, Caio Bittencourt, o laudo foi tendencioso, uma vez que se limitou a discorrer sobre o quadro neurológico do paciente, não informando a insuficiência respiratória. O documento aponta que Lucas tem “sequelas neurológicas irreversíveis”.