Fábio Magalhães
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No Distrito Federal, uma das dores de cabeça de quem precisa enfrentar o trânsito surge antes mesmo de sair de casa, ao se pensar se há no lugar de destino vagas suficientes. E se não tem, muitos motoristas dão um jeitinho: param onde não deveriam. Conforme dados do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), estacionar em locais proibidos foi a quarta infração mais registrada no ano passado, com 91.791 mil multas – são 251 por dia e dez por hora. As soluções para oferecer alternativas ao brasiliense, ao menos na área central de Brasília, ainda vão demorar a sair do papel.
Carros parados em fila dupla, em vagas preferenciais e até em faixas de pedestres foram flagrados pela equipe do Jornal de Brasília em áreas movimentadas do Plano Piloto, Ceilândia e Taguatinga. Na área central do DF, a expectativa é de que a criação de estacionamentos subterrâneos supra a demanda.
A obra deverá ser construída abaixo do gramado central da Esplanada dos Ministérios, entre o Congresso Nacional e a Rodoviária do Plano Piloto. Neste momento, segundo a Secretaria de Governo, os estudos de viabilidade estão sendo analisados por técnicos da pasta. Após este procedimento, será aberta a etapa de consulta pública. A estimativa do órgão é que isso seja feito em três ou quatro meses.
Ousadia
Enquanto os prazos não vencem, nas ruas, mesmo com a atuação do Detran para coibir a prática de estacionar ilegalmente, muitos motoristas insistem em permanecer no erro e os flagrantes de desrespeito às leis são os mais variados. Há quem estacione em vagas especiais, em locais destinados ao Corpo de Bombeiros e, também, existem os mais ousados que resolvem deixar o carro em cima da calçada.
As áreas mais críticas do Plano Piloto são os locais como os setores comerciais Sul e Norte, bancários, de autarquias, hospitalares, além de algumas entrequadras de maior movimentação. Nestes locais, as irregularidades acontecem de forma indiscriminada e, conseguir estacionar corretamente é considerado um verdadeiro desafio pelos condutores. Para o Detran, a falta de vagas não justifica a conduta ilegal.
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