Mariana Laboissiére
A população do Paranoá está sofrendo com a falta de creches públicas na região. Pais de baixa renda, muitas vezes, assustados com a violência urbana, chegam a abandonar o emprego para não deixar suas crianças nas mãos de estranhos. De acordo com a Secretaria de Educação do DF, existe uma Congregação em vias de fechar convênio para auxiliar nesse trabalho, no entanto, são apenas três escolas públicas as responsáveis pelos pequenos da localidade.
No caso do Caic Santa Paulina, há apenas duas turmas que recebem crianças entre dois e três anos. Ambas, contam com apenas 20 alunos. A diretora Neila Bretas, explica que o atendimento dado é parcial e, por isso, não há como dar retorno a todas as pessoas que precisam. “A procura é imensa e de uns tempos pra cá aumentou significantemente”, afirma. “O que podemos fazer é aconselhar os pais a ligarem na ouvidoria daqui ou no 156, fora isso, não tem condições”, arremata.
A creche Medalha Milagrosa, fruto do convênio do GDF e da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) poderia estar integrando esse efetivo se não estivesse de portas fechadas. Moradores das proximidades denunciam que não vêem crianças no local há cerca de dois meses.
Leia a matéria completa na edição desta quarta-feira (24), no Jornal de Brasília.