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Brasília

Falta reagente para exames de mormo em animais do DF

Arquivo Geral

17/08/2010 8h32

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O Rancho Passa Tempo, na Ponte Alta do Gama, já não pode mais esperar. O Centro de Treinamento de Cavalos e Mulas está tendo prejuízos desde que teve 14 dos 38 animais da criação em alerta. Eles não podem   ser transportados por suspeita de infecção por mormo. A doença contagiosa, que pode inclusive infectar seres humanos, apresenta risco de morte em até seis semanas por não haver cura. A liberação dos equídeos está condicionada ao exame que comprova a infecção dos animais, mas isso depende de um reagente importado da Romênia. 

 

“Eles disseram que trariam os produtos em dois ou três dias. Já viraram 30”, disse Jerry Faleiros, dono do Centro. Só o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pode importar o reagente, mas não tem previsão para a entrega do produto. Outras propriedades na vizinhança também tiveram suspeitas constatadas e estão sob vigilância.

 

Jerry Faleiros está em desespero, pois alguns dos criadores que mantêm seus animais hospedados e em treinamento já ameaçam parar de pagar as mensalidades da estadia dos animais no local. “Preciso liberar ao menos os animais dos quais o exame deu negativo. Caso contrário, vamos perder ainda mais competições. Eu vivo disso”, afirmou. Hoje os funcionários têm medo de lidar com os animais e acabar infectados. “Não podemos abandoná-los. Queremos uma comprovação. Se isso for provado, aceitamos sacrificar, mas não podemos mais ficar nesse impasse”, reclama Jerry. 

 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (17) do Jornal de Brasília.

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