Mariana Rosa
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Moradores de São Sebastião pedem mais opções de lazer. Faltam teatros, cinemas, parques e quadras para práticas esportivas. Dos mais de cem mil habitantes, 47% têm menos de 20 anos de idade. E são exatamente os jovens que precisam de mais diversão.
O grupo de amigos de Raiane Cleofas Alves, 17 anos, se encontraram no parquinho da cidade para brincar. “Nós sabemos que é para criança, mas não temos opção para sair. O único jeito é nos encontrarmos na lanchonete”, conta.
Para a estudante, faltam cinema, teatro, danceterias, entre outros itens para a idade dela. “Um grupo de jovens produzia sarau durante o fim de semana. Tinha música, poesia e debates. Mas eles pararam e ficamos sem mais opções”, afirma.
A cidade oferece às crianças dois parquinhos principais. Um no bairro Central e outro em frente ao Colégio Caíque. Para Maria da Conceição Fidelix, 35 anos, os espaços de lazer em São Sebastião existem, mas são pouco conservados. “Moro aqui e sei. É a própria população que não cuida dos brinquedos. Precisava de uma conscientização social na região”, comenta.
Maria mantém o filho no Projeto Trakinando, mantido por uma Organização não Governamental. No período contrário à aula, ele pratica judô, aula de reforço e futebol, além de ter direito a lanche. “O projeto caiu do céu. A administração também poderia oferecer opções gratuitas. Não temos onde nos divertir com nossos filhos”, manifesta-se.
Os adultos contam com um campo de grama sintética para a prática de futebol. Ele foi inaugurado há um ano. O campo é público, mas é preciso autorização da administração para usar. Normalmente, apenas partidas de campeonatos registrados acontecem no local.
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