Soraya Sobreira
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Basta chegarmos a um local público como cinema, ônibus, metrô ou até mesmo nas ruas para nos deparamos com uma realidade muito comum hoje em dia: ou é o celular da pessoa ao lado que toca o tempo todo, a caixinha de som, ou o MP3 a todo volume.
Tem também aquele amigo que, na mesa do restaurante, não para de atualizar a conta na rede social. A popularização destes dispositivos móveis tem sido tão intensa que no Distrito Federal, o número de celular, por exemplo, é mais que o dobro do número de habitantes.
Em julho de 2012, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) existiam quase seis milhões de aparelhos para 2,6 milhões de brasilienses, uma média de dois celulares por pessoa.
Utilizar esses aparelhos em locais públicos tem sido examinado à luz das regras de etiqueta e, sobretudo, como respeito ao espaço dos outros. Diante dessa nova realidade, a Intel encomendou uma pesquisa, em oito países, inclusive no Brasil, nomeado de “Etiqueta Móvel”.
A pesquisa, realizada no início deste ano, revelou os hábitos mais inusitados das pessoas enquanto usam seus celulares, tablets, computadores portáteis, aparelhos de som móveis e outros dispositivos em público.
Hábitos inadequados
Foi constatado que mais de 95% dos adultos brasileiros gostariam que as pessoas tivessem mais educação ao fazer uso de seus dispositivos. O discurso, no entanto, não corresponde à prática, pois quase todos entrevistados confessaram ter hábitos considerados inadequados. A justificativa seria a dependência adquirida dos aparelhos.
“Na sociedade atual, a tecnologia móvel está transformando o compartilhamento digital em uma atividade diária, como provam os resultados da nossa pesquisa”, afirma Cássio Tietê, diretor de Estratégia e Novos Negócios da Intel Brasil.
O excesso de compartilhamento foi um dos maus hábitos identificados. Adultos e adolescentes acreditam que algumas pessoas divulgam informações além do necessário nas redes sociais. Mesmo assim, 40% dos entrevistados admitiram compartilhar informações pessoais diversas vezes ao longo do dia.
“O mais interessante não é necessariamente o quanto a tecnologia móvel se tornou difundida, mas como são similares os motivos pelos quais compartilhamos informações, independente de nossa formação, crenças ou cultura”, constata Tietê.