Anderson Souza
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Apesar dos dezenove anos de existência e oito como Região Administrativa, Águas Claras ainda apresenta problemas em relação à rede de águas pluviais, o que ocasiona o acúmulo de água da chuva e, consequentemente, os diversos buracos que podem ser encontrados no asfalto ao longo das vias.
Para Daniela Salles, moradora da quadra 202 há cerca de dois anos, essa situação já traz preocupação há algum tempo. Segundo ela, os buracos chegam a causar, além do incômodo, perigo tanto para os moradores que já conhecem o local quanto para os desavisados que por ali passam. “Já não basta o mau cheiro quando chove, o risco de um acidente em um buraco coberto pela água pode ser enorme principalmente quando alguém que não tem conhecimento passar pelo local”, diz.
Ao ser contatada, a Administração Regional de Águas Claras informou que várias operações tapa buracos já foram realizadas na quadra 202. No entanto, as chuvas reabrem os mesmos buracos, pois não existe rede de águas pluviais no local. A Administração informou também que na manhã desta segunda-feira (19), foi iniciada, juntamente com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), uma obra de interligação da rede de drenagem de águas pluviais na quadra. As mesmas obras também devem ocorrer em outros pontos de Águas Claras, onde não haja rede de águas pluviais. Já a operação tapa buracos só será feita após a conclusão da drenagem, já que poderiam ser reabertos pela chuva.
Ainda de acordo com as informações, a companhia só deverá construir a rede de águas pluviais definitiva para a área vertical quando chegar o período de seca, daqui a dois meses aproximadamente. Enquanto isso, serão realizadas operações emergenciais. A decisão teria sido tomada em uma reunião entre a Administração e a Novacap no ano passado.
A Administração também explicou que as obras têm como objetivo readequar a rede existente, construir interligação de ramais – entre ruas e avenidas – e ampliar os pontos de captação. As obras de águas pluviais serão realizadas em três etapas.
A primeira (emergencial) já está sendo realizada e conta com a expansão da rede e readequação dos pontos de captação nos lugares mais críticos. Na segunda etapa (estudo), equipes da Administração e da Novacap mapearão todas as áreas para definirem o projeto geral da rede de águas pluviais. Na terceira e última (execução), será executado o projeto de águas pluviais em toda área vertical no período de seca, provavelmente a partir de maio.