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Brasília

Falta de recarga aquece mercado de passagens ilegais

Arquivo Geral

11/06/2010 8h13

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

A suspensão de recarga para os cartões usados na bilhetagem eletrônica pela empresa Fácil passou a alimentar um esquema criminoso que fatura com a venda ilegal de passagens para o Metrô do Distrito Federal. Com a recarga interrompida e para não sofrer no bolso os prejuízos causados pela demora, os usuários do transporte recorrem a um grupo que circula pelas estações, portando um grande número de cartões da empresa. A venda das passagens ocorre dia e noite, de forma frenética, até que todos os cartões fiquem zerados.

A reportagem do Jornal de Brasília acompanhou a venda das passagens na estação do Metrô em Taguatinga Centro. Os homens que atuam no local, agem de maneira parecida com a dos antigos  vendedores de vale transporte, que desapareceram da Rodoviária do Plano Piloto e do Setor Comercial Sul com a retirada dos tíquetes  das ruas. Portando de 15 a 20 cartões de passe livre, eles vendem as passagens por um preço unitário, que varia de R$ 1 a R$ 1,50. O valor é a metade dos R$ 3 cobrados regularmente pela empresa.

Apesar de criminoso, mas muito lucrativo, o comportamento de centenas de usuários que não conseguem recarregar seus cartões aqueceu um comércio, que até então, era desconhecido. Os compradores recorrem ao grupo de vendedores, facilmente identificados pelas calculadoras que carregam penduradas no pescoço. A transação é simples e rápida. Quando pagam pela passagem, os homens  seguem com o comprador até a catraca e passam o cartão no leitor de código de barras. Em seguida, o passageiro segue para o terminal. A movimentação se repete dezenas de vezes até o cair da noite.

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (11) do Jornal de Brasília.

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