Carlos Carone
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Laboratórios usados para a fabricação de crack que abastecem o Distrito Federal funcionam a pleno vapor em cidades no Entorno. Uma conexão Luziânia/Águas Lindas foi identificada por investigações da Polícia Civil. A droga costuma atravessar a divisa já embalada e pronta para a o consumo, segundo levantamento feito por investigadores da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro).
Com o aperto ao cerco contra traficantes que ficam baseados em Ceilândia – quando seis laboratórios foram desativados no decorrer do ano passado –, a produção das pedras começou a ganhar força nas cidades que ficam próximas do DF. Os carregamentos de crack costumam chegar a Ceilândia em carros e são entregues aos fornecedores.
Segundo o delegado-chefe da 15ª DP, Fernando Fernandes, os principais pontos de consumo e vendas de drogas já foram mapeados. “Com certeza, as quadras mais problemáticas são a QNN 03 e 05, além da QNM 04. Nesses casos, o que mais incomoda os moradores é o grande número de viciados que fica rondando as casas”, afirmou.
Fernandes lembrou que desde que assumiu a delegacia, há cinco semanas, pelo menos 15 traficantes que atuavam na região foram presos. Destes, pelo menos 12 atuavam em bloco, sempre próximos. Ao contrário de outros locais de Ceilândia, onde cada quadra é conhecida por vender um tipo de droga, no centro da cidade cocaína, maconha e crack. “Nesse meio tempo também apreendemos quatro quilos de crack”, disse o delegado.
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