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Brasília

Exposição eleva autoestima de jovens do Caje

Arquivo Geral

17/12/2009 0h00

Motivados pela arte e pelo estímulo de criar algo novo e diferente, os 230 alunos do Núcleo de Ensino do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), expuseram suas peças de artesanato, escultura, poesia e música, na mostra Vivendo e Aprendendo com as Diferenças. Realizada no Salão de Múltiplas Atividades do Caje, a exposição se encerrou nesta quinta-feira (17). Os trabalhos foram produzidos pelos adolescentes ao longo do segundo semestre deste ano.
 
 A mostra revela, além da aparência, uma pequena fagulha do que passa na cabeça dos jovens e o que eles pensam e sonham. Conforme a Diretora do Caje, Maria Beatriz, projetos como esse contribui para liberar o que sentem e desenvolver novas expectativas. “Os alunos percebem que são capazes de fazer outras coisas com a sua própria percepção de vida”, afirma a diretora.
 
Em toda exposição foi possível ver cartazes que falam da diversidade cultural. Desde a diferença racial, sócio-econômica e de gêneros como: homem e mulher, amor e sexo, paz e crime. “A paz só começa onde o crime termina” diz um dos cartazes elaborados pelos internos.
 
Um das revelações do evento foi a mostra de artesanato. Os alunos confeccionaram e expuseram colares, porta papel, origami e objetos feitos de cabaça, como enfeites natalinos, e de galinha da angola. Todo o manuseio e acabamento das peças também foram documentadas e expostas nas fotografias da professora de atividades, Sueli Evangelista.
 
Ainda foram produzidos vários rap’s abordando temas como violência, crime, amor e perdão. Todos compostos pelos internos. Eles desenvolveram também um interessante dicionário de gírias. As garotas, por sua vez, deram um show, a parte, com a dança do ventre. O espetáculo foi seguido de uma contagiante apresentação de capoeira. Os jovens participaram do evento com entusiasmo e motivação.
 
Para os professores e profissionais do Caje, a escola finaliza o ano demonstrando que é possível atrair e incentivar os jovens para a educação. “Por intermédio da escola, eles têm oportunidade de descobrir valores e potenciais que muitas vezes desconhecem. Isso interfere na autoestima, na medida em percebem pertencer a um grupo que estimula e acredita no seu potencial. Isso faz eles se sentirem valorizados e reconhecidos,” avalia a psicóloga do Núcleo de ensino, Lena Neiva.

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