Uma explosão assustou comerciantes e moradores da 404 Sul, além de deixar dois feridos. A causa provável do acidente pode ter sido um vazamento de gás. O prédio não sofreu abalos estruturais, mas foi interditado devido à destruição. Os dois feridos estão internados. Uma das vítima teve queimaduras de segundo grau no rosto, nos braços e na barriga. A outra vítima tem suspeita de fratura nas duas pernas.
Por volta das 11h50, os funcionários da quadra comercial escutaram um estrondo e sentiram um tremor. Assustados, muitos saíram das lojas e viram Francisco das Chagas Dias, 28 anos, funcionário da parte administrativa do restaurante Zoun, correndo do local da explosão com queimaduras e pedir ajuda nos estabelecimentos próximos.
Quando passava por trás do prédio comercial, um homem foi atingido por um vidro que foi arremessado pelo impacto e acertou sua perna. Com o choque, a vítima caiu no chão e sofreu um corte na região do nariz.
Socorros
Os primeiros socorros foram feitos por um oficial do Corpo de Bombeiros que passava no local, auxiliado por uma médica ao telefone e por funcionários de lojas vizinhas. “O bombeiro foi falando com a médica e ela ia dizendo o que fazer. Eu perguntei o que ele precisava e peguei os materiais aqui na loja. O resgate chegou 25 minutos depois”, disse a farmacêutica Carla Monteiro.
O rapaz que passava por trás do restaurante foi socorrido pelos comerciantes e estava bastante assustado. “Ele chegou sangrando muito, com a perna bastante inchada, desesperado e tremendo. Acho que o vidro deve ter batido na perna dele”, contou Valdecir dos Santos, serralheiro.
Segurança
O dono do restaurante Zoun, Flávio Alves, garantiu que a reforma que foi feita antes da inauguração, em novembro de 2012, deixou o local em condições de segurança. “A reforma durou seis meses, e toda parte da cozinha foi feita e estava funcionando. Não sei o que pode ter acontecido, mas sei que não foi por causa dos equipamentos”, afirmou. Além disso, Alves alega que o fornecimento de gás era feito por meio de canos. “Não tinha botijão lá dentro. O projeto não foi terceirizado, foi feito pela própria empresa que fornece o gás. Zero possibilidade de falha. Não se sentia cheiro de gás”, explicou.
O empresário, entretanto, admitiu que seu estabelecimento ainda não possui alvará de funcionamento. “Dei entrada no alvará em junho do ano passado, foi feita uma vistoria e o processo estava em andamento. Mas a maioria dos comerciantes também não têm alvará de funcionamento”, disse. A rua ficou fechada boa parte da tarde, mas de acordo com a Defesa Civil, a estrutura não corre risco de desabamento.