A beleza é fundamental, mas não basta para consagrar o novo Mister DF. As primeiras três etapas do concurso foram disputadas ontem e exigiram, dentre outros atributos, disposição física e resistência dos candidatos. “Não é só ter um corpo legal, tem que ser funcional”, explica o personal trainer e um dos monitores da prova de ontem, Wesley Paixão.
Há dois anos trabalhando para a organização do evento, ele afirma que a boa oratória é fundamental e foi um dos quesitos que levaram o brasiliense Lucas Montandon ao título de Mister Brasil no ano passado, mas a parte física também tem peso grande.
“A gente vê muito cara gigante que não se move direito, não tem flexibilidade. Eu melhorei isso no Lucas e hoje ele faz muito exercício funcional lá no Rio, onde mora”, orgulha-se, Wesley.
Benefícios
Tornar-se, simbolicamente, o homem mais bonito do DF pode parecer pura vaidade, mas, conforme explica o coordenador do consurso, Mayke Carvalho, existem vantagens envolvidas.
“Os vencedores ganham um ano de academia, acompanhamento com personal trainer, passam a ser assessorados. Enfim, a gente trabalha a pessoa”, garante.
Segundo ele, o Distrito Federal, com três candidatos vencedores do Mister Brasil nos últimos dez anos, é a unidade mais tradicional, superando até potências como o Rio Grande do Sul. “Acredito que tenha a ver com a preparação que fazemos”, explica Mayke.
Pela manhã, foi avaliado o condicionamento dos candidatos, na etapa disputada na academia Unique Fitness. À tarde, foram disputadas as fases Best Model e Best Body, que analisaram a desenvoltura e beleza dos participantes.
Motivações são diferentes, mas meta é igual
Representante da cidade mais populosa do DF, Rômulo Sousa, modelo de 21 anos e funcionário da Justiça Federal, ganhou o posto de mister Ceilândia em julho do ano passado. Ele não conhecia a competição até presenciar uma entrevista do então campeão Lucas Montandon, na Rodoviária do Plano Piloto.
“Vi que outros candidatos de Brasília já ganharam e queria alavancar minha carreira de modelo”, revela Rômulo.
Sem estereótipo
O professor de Biologia e cientista Diego Jácome, de 24 anos, foi achado pelo concurso na internet e se interessou pela possibilidade de representar a capital em um concurso nacional.
“É uma quebra do estereótipo do cientista baixinho, de óculos”, diz o novo Mister Fercal. Ele garante apenas ter intensificado treinos físicos e ter feito uma dieta especial para participar das etapas classificatórias para o evento regional. “O fato de o DF ter tantos campeões nos faz acreditar, mas também representa uma pressão”, admite.
Após cinco etapas, dez candidatos disputarão a final do Mister DF na próxima sexta-feira, no Teatro Ulysses Guimarães, às 20h.