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O primeiro exame realizado na enfermeira atacada por um travesti, no último dia 21, no Hospital da Ceilândia não constatou a presença do vírus HIV. A enfermeira foi atacada pelo homem após uma confusão no hospital. O travesti, portador do vírus HIV, retirou seu próprio sangue e com uma seringa atacou a funcionária do hospital.
A enfermeira fará novos exames na próxima quarta-feira (21), após um mês do ataque. Segundo a direção do hospital, a vítima realizará novos exames nos próximos três e seis meses. Existe um período, conhecido como “janela”, que varia entre três a doze semanas em que o vírus da AIDS pode não aparecer nos exames de sangue.
Ainda de acordo com o hospital, somente após o período de seis meses é possível a confirmação de que a enfermeira não foi contaminada.
Ataque
O caso aconteceu no dia 21 de junho, no Hospital da Ceilândia. Segundo testemunhas, o travesti Osmair Milano Pinto, 28, conhecido por Maíra, ficou irritado coma demora no atendimento e invadiu o local onde eram guardadas as seringas. O homem, portador do vírus HIV,retirou o próprio sangue e ameaçou pacientes e funcionários do hospital.
A enfermeira foi atingida pela agulha ao tentar conter a situação. Outra profissional teve seu braço mordido pelo acusado e levou vários golpes de seringa na perna.
O travesti foi preso em flagrante e indiciado por duplo homicídio. A pena para cada uma das vítimas varia entre 12 a 30 anos de prisão. A enfermeira está de licença médica e não tem previsão para voltar ao trabalho. Ela está em tratamento psicológico após o acontecido.
