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Brasília

Ex-policial é vítima de sequestro relâmpago em Taguatinga

Arquivo Geral

17/08/2010 8h47

Luis Augusto Gomes

luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O roubo com restrição de liberdade da vítima, famoso  sequestro relâmpago, é um dos crimes que mais cresce no Distrito Federal. Os casos preocupam tanto às autoridades da Secretaria de Segurança Pública (SSP) quanto as pessoas que sofrem está tipicidade criminosa. A vítima mais recente foi João (nome fictício), 60 anos. Policial militar reformado, comprou um caminhão e faz frete para complementar a renda familiar. 

 

Ontem pela manhã, enquanto estava parado no estacionamento do Taguacenter, em Taguatinga Norte, o ex-policial foi abordado por um homem que o chamou para fazer uma mudança, na QNG 3, na mesma cidade. Sem desconfiar da verdadeira intenção do desconhecido, o motorista aceitou o trabalho.

 

 

Enquanto fazia o percurso do estacionamento para a QNG 3, João foi surpreendido por um comparsa do homem que havia solicitado o frete, em um quebra-molas. Armado com um revólver, o homem anunciou o assalto. A dupla seguiu com o motorista e o caminhão, um F4000 azul, placa JKR 9507-DF, para o Acampamento 26 de Setembro, área localizada às margens da DF-001, entre Taguatinga Norte e Brazlândia.

 

 

Na área de Cerrado, o motorista foi amarrado com as mãos para trás,  espancado e teria sido agredido com com uma coronhada na cabeça. Por mais de 30 minutos, sofreu tortura psicológica e ameaças de morte. Os ladrões fugiram com o caminhão. Até o fechamento desta edição o veículo não havia sido localizado. Após livrar-se das cordas que o amarravam, João foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde recebeu atendimento médico.

 

 

Depois de ser medicado, ele registrou ocorrência do roubo do caminhão, na 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte). O delegado-chefe, Vivaldo José Neres, encaminhou o motorista para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Além da 17ª, investigadores da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) também trabalham para identificar os suspeitos e localizar o caminhão.

 

 

Vivaldo deve ouvir o motorista hoje, para que ele forneça detalhes sobre os suspeitos. O delegado deve solicitar aos papiloscopistas do Instituto de Identificação o retrato falado dos criminosos. Na opinião de Vivaldo, roubo com restrição de liberdade da vítima é um crime grave e a polícia tem o dever de se empenhar para prender os envolvidos. O delegado acredita que o caso foi premeditado. 

 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (17) do Jornal de Brasília.

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