Fabiana Mendes
fabiana.mendes@jornaldebrasilia.com.br
Um evento realizado ontem pela Coordenação de Controle de Fatores de Risco de Câncer de Tabagismo, da Secretaria de Saúde do DF, reuniu cerca de 1 mil pessoas no Parque da Cidade. Estiveram presentes pessoas interessadas em aprender quais os males causados pelo tabaco, atletas e, principalmente, fumantes e ex-fumantes. O grande objetivo foi alertar os brasilienses das doenças decorrentes do tabaco. O tabagismo é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Em Brasília, a cada dez fumantes, seis morrem devido a uma doença provocada pelo vício.
Segundo o médico e coordenador do Programa de Combate ao Tabagismo, Celso Antônio da Silva, o Distrito Federal é o estado brasileiro que menos fuma. “Estamos em último lugar no ranking. Mas precisamos diminuir o índice que hoje é de 14%”. Na opinião do médico é necessário que a Secretaria de educação implante um programa de antitabagismo nas escolas de maneira multidisciplinar. “Isso evitaria que nossos jovens se tornem futuros fumantes”.
Legislação
Ainda de acordo com Celso, tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado o projeto de lei nº 315/08, que propõe a modificação do artigo 2 da Lei 9294/96, proibindo o uso de cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto do gênero, derivado ou não de tabaco, em ambiente fechado, público ou privado. ” Queremos acabar com os fumódromos “, disse. Isso porque s Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que cerca de um quinto da população mundial é viciada em cigarro. E um terço é tabagista passivo, ou seja, aquele que inala a fumaça em ambientes em que outros fumam, estando sujeito a desenvolver as mesmas doenças.
Celso explicou ainda que há inúmeros benefícios quando o fumante decide parar. “Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal”. Além da melhora no nível de oxigênio do sangue, no olfato e na respiração.
Leia mais na edição desta segunda-feira (30) do Jornal de Brasília.