Fernando Lucas
Os moradores da Cidade Estrutural sofrem, não apenas com o lixo e entulho jogado em qualquer lugar e o mau cheiro que emana de todo material orgânico e animais mortos em decomposição, mas, também, com completa a falta de saneamento básico. Nas quadras mais carentes, onde não há nem mesmo o asfalto, a população tem de fazer manobras para evitar a água suja e a lama, principalmente nos períodos de chuva. Durante a seca, a preocupação dos moradores é a poeira.
No lugar onde a situação do esgoto a céu aberto é mais crítica funciona uma quadra de futebol de areia, onde brincam as crianças. “Quando a gente joga bola aqui, alguém sempre chuta mais forte e ela vai parar na rua, no meio da água. Quando isso acontece a gente tem de pegar a bola suja e limpar na areia”, descreve Lucas Miranda, que aponta uma solução. “Se instalassem, realmente, uma rede de esgoto aqui, o problema estaria solucionado ou, ao menos, cobrirem a quadra”.
A brincadeira de bola das crianças também causa prejuízo para os moradores de casas e comércios próximos, pois, frequentemente, os vidros são quebrados por boladas e precisam ser repostos.
Outra queixa da população, e a mais recorrente, é o lixo depositado em locais indevidos e a irregularidade do serviço de coleta, ou até mesmo a falta dele. “A coleta de lixo aqui é, no máximo, duas vezes por semana. Enquanto o caminhão não chega, o monte vai aumentando” revela, e conclui: “outro problema é a falta de uma rede de esgoto. Aqui, toda a água que é usada nas casas vai parar no meio da rua e vira lama, desabafa Ângela Maria, dona de casa e grávida de seis meses.
Os investimentos de urbanização previstos para este ano na cidade Estrutural são de R$ 300 milhões, com verbas do GDF, do Governo Federal e de financiamentos internacionais. O dinheiro deverá ser destinado às obras de saúde, educação, pavimentação e saneamento básico. A previsão é de que a cidade esteja com a sua rede de esgoto 100% pronta ainda no primeiro semestre deste ano.
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