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Brasília

Estudo revela que jovens são engajados em manifestações

Arquivo Geral

28/07/2013 8h50

As recentes manifestações ocorridas em todo o território nacional colocaram em foco a participação política da sociedade brasileira, em especial, da juventude. Em relação direta com esse tema, a socióloga Patrícia Cabral de Arruda apresentou, em 2012, tese de doutorado com o título Ainda Somos os Mesmos, Mas Não Vivemos Como Nossos Pais: Juventude e Participação na Universidade de Brasília.

 

Antes mesmo de o povo brasileiro ir às ruas para reivindicar pautas diversas, como ocorreu em maio e junho passados, Patrícia observou, em seu trabalho, pontos que marcariam as manifestações. Entre eles, dois se destacam: a preferência dos jovens por movimentos sem o envolvimento de partidos políticos e a presença das mídias sociais (principalmente do Facebook) como palco para a participação e articulação dos jovens. A autora utiliza o termo participação de forma mais ampla para designar as formas de inserção na sociedade utilizadas pela juventude.

 

Geração ioiô

Aliás, uma das motivações para a escolha desse tema é a ideia, presente no senso comum, de que a juventude atual é alienada. Com sua tese, Patrícia percebeu que os jovens participam sim, mas de maneiras diferentes daquelas observadas no passado. Como nada está definido , os jovens transitam entre diversas possíveis maneiras de conduzir suas vidas, sem que suas escolhas sejam definitivas ou lineares. Por isso, Patrícia usa o termo do cientista social português José Machado Pais para definir essa juventude: é a “geração ioiô”.

 

O trabalho mostra que a juventude está mais interessada em soluções práticas para problemas concretos ao seu redor, como as deficiências de infraestrutura da universidade. 

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