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Brasília

Estudo do IBGE aponta que população nativa da capital

Arquivo Geral

22/09/2012 9h15

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

Pela primeira vez, o número de cidadãos nascidos no Distrito Federal ultrapassou a população de imigrantes na capital brasileira. Ao longo de 52 anos de história, o perfil populacional do quadrilátero brasiliense sempre havia sido desenhado com a predominância de moradores de outros estados da Federação, e até de outros países. A mudança na composição da população foi revelada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) referente a 2011, publicada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Em 2009, o estudo pontuou que 48,69% dos residentes no DF haviam nascido no DF. Segundo a nova versão de 2011, esse contingente avançou para 50,42%. De acordo com a supervisora de Disseminação de Informações do IBGE no DF, Sônia Maria Baena Maciel, a virada no perfil populacional era esperada e os últimos estudos demográficos apontavam para a mudança. “Isso era esperado, considerando o crescimento vegetativo (natural)  da população”, acrescentou.

 

O presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), Júlio Miragaya, lembrou que nas regiões mais antigas da capital já existia uma prevalência de filhos da terra. Enquanto Brasília tem 60% de residentes nascidos no DF, em regiões administrativas como a Estrutural e o Itapoã maioria é composta por migrantes. Na leitura de Miragaya, a mudança irá refletir na identidade cultural da população. Da mesma forma como deverá intensificar as ligações entre o povo e o DF, em todos os níveis.

 

O economista Roberto Piscitelli lembrou que em todos os estados existe uma expressiva parcela de migrantes, em média são 40% em todas as localidades. “É um sinal da forte mobilidade social brasileira”, resumiu. O especialista lembrou que é preciso estudar o crescimento de demográfico atentamente, para se evitar explosões populacionais desordenadas, a exemplo das favelas no Rio de Janeiro e São Paulo. A preocupação tem fundamento, pois o crescimento populacional brasileiro ainda se concentra nas periferias.

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