A baixa arrecadação e as greves por falta de pagamento compõem o cenário atual do DF, e sinalizam que a transição governamental no DF não será suave. Problemas pontuais, no entanto, são parte de um contexto maior. A Federação do Comércio no DF (Fecomércio-DF) entregará, nesta segunda-feira, um estudo que diagnostica os principais problemas da capital e sugere soluções. Entre os setores abarcados pelas análises, saúde, educação, segurança e, principalmente, desenvolvimento econômico.
“Muitas das soluções para o DF estão fora daqui”, resume o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana. Ele diz que o documento, de 166 páginas, é o resultado da reunião com diversos especialistas desde 2012. “Entendemos que é preciso uma central de planejamento, de maneira geral, com pensamento estratégico sobre serviços públicos, economia e definição de metas”, sugere.
Goiás
Um desses estudiosos, o geógrafo e professor emérito da UnB Aldo Paviani, diz que a Região Metropolitana pode ser a chave para boa parte das soluções pensadas. “Temos que criar o estatuto das metrópoles. Assim, DF e Goiás podem oficializar a área com os 12 municípios. Com isso, você terá uma região que pode jogar dinheiro no DF”, defende.
“Tanto no DF, quanto fora daqui, devemos descentralizar o trabalho. As atividades não precisam estar todas no Plano Piloto. O que não for absolutamente necessário de estar aqui deveria ir para as outras cidades”, teoriza. Segundo ele, isso teria impacto direto da melhoria da qualidade de vida da população.
O documento aponta a existência de uma Proposta de Emenda e Constituição (PEC) para atribuir à União competência de instituir regiões formadas por municípios de unidades federativas distintas. “Se aprovada, a PEC resolve o problema da ausência de responsabilidade sobre a gestão da Região Metropolitana do DF, que existe de fato, mas não de direito”, diz o estudo.