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Brasília

Estudo da Defesa Civil aponta que 16 cidades estão com áreas de risco

Arquivo Geral

05/10/2012 9h42

A Defesa Civil adotou uma nova metodologia, mais completa e abrangente, para mapear as áreas de risco em todo o Distrito Federal, especialmente visando ao período de chuvas, mais sujeito a desastres naturais que põem vidas em risco. Para assegurar que todos os imóveis fossem cobertos, o trabalho dos técnicos foi realizado ponto a ponto (casa em casa) e não em manchas (cobrindo grandes áreas) ou a partir de notificações, como era antes, tornando-se mais detalhado.

Assim, foi constatado que existem 37 áreas consideradas de risco (a ampliação dessas áreas se deu após a divisão da Fercal em sete pontos), em 16 Regiões Administrativas, por estarem localizadas em solo arenoso, argiloso ou próximos a encostas ou à beira de rios. Nesses locais existem cerca de 860 casas consideradas em situação de alto risco, onde vivem aproximadamente 3,4 mil pessoas.

A Defesa Civil tem atuado para reduzir a presença das pessoas nesses lugares ameaçados – por meio da constante conscientização realizada por seus técnicos e das remoções dos moradores a áreas mais seguras, quando necessário –, sempre alertando sobre os perigos que se potencializam no período chuvoso.

Esses locais de risco, com construções não planejadas, foram ocupados irregularmente em pontos já propícios à erosão do solo e, portanto, sujeitos a deslizamentos e desabamentos. O Governo do Distrito Federal (GDF), na medida do possível, tenta implementar as obras necessárias nessas áreas para garantir a segurança dos moradores. No entanto, nem sempre consegue atuar como pretende, justamente por se tratarem de áreas irregulares.

O órgão realiza também o constante monitoramento dos locais, averiguando a iminência do perigo e o crescimento dos riscos. Além disso, informa tanto o governo sobre o que pode ser feito quanto aos moradores, lembrando-os que devem ter sempre a percepção do risco, que jamais devem pensar que nunca vai acontecer um desastre com suas casas ou com eles próprios.

Diante da preocupação permanente com a vida dessas pessoas, no período chuvoso de outubro de 2010 a março de 2011, por exemplo, a Defesa Civil fez 55 notificações e 39 interdições de residências. Nesse mesmo período de 2012, esse número foi ampliado para 206 notificações e 53 interdições. 

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