Garçons por um dia. Esta foi a experiência vivida por alguns jovens estudantes do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) na tarde do último sábado. A ação, no entanto, não aconteceu dentro de um restaurante e com clientes comuns. Vestidos a caráter, eles serviram comida a moradores de rua em diversos pontos do Plano Piloto e divulgaram um vídeo mostrando o ato de caridade, no último domingo. As imagens ganharam repercussão na internet e entre os próprios amigos, o que deverá ajudar o grupo na eleição para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da faculdade.
A ideia do vídeo, inclusive, nasceu com a finalidade de mostrar aos outros alunos como deverá ser a gestão, caso eles façam parte da entidade estudantil. Segundo um dos organizadores, Victor Vilela, 20 anos, que cursa Administração no UniCeub, o cardápio era bastante diversificado, com arroz, feijão, carne, macarrão salada e refrigerante.
Inspiração
“Nos inspiramos em um vídeo americano e tivemos a parceria de um restaurante. Nosso objetivo era fazer uma ação social inovadora, além de inspirar outras pessoas a praticarem a doação. Esse projeto, com certeza, vai ter continuação, independentemente do DCE, foi surpreendente”, comemora.
No total, os jovens serviram dez pessoas carentes, entre homens, mulheres, grávidas e idosos, na Torre de TV, no Setor Bancário Sul e Norte, W3 Sul e Norte, Parque da Cidade e Rodoviária.
“Todo mundo nos recebeu com muita gratidão. Além disso, motoristas e pedestres também ficaram surpresos com a nossa atitude. Um deles, inclusive, disse que o meu comportamento era de um anjo”, disse.
“Tenho a sensação de que a caridade é um bem mútuo e aprendi que reservar um simples tempo no fim de semana para se dedicar aos outros pode ser muito interessante e transformador”, completa Victor.
Famílias
O estudante ressalta ainda a reação das famílias dos sete alunos que se vestiram de garçons e também dos que ajudaram na edição do vídeo. “Nossos pais estão muito orgulhosos do nosso trabalho, também fomos parabenizados pela direção da faculdade. Acredito que este tipo de ação precisa acontecer com mais frequência”, conclui.
Para Felipe Andrade, 23 anos, aluno do curso de Engenharia Civil, que também participou das gravações, o gesto é simples, mas transformador. “Depois que terminamos de entregar a comida, me senti leve, me senti útil de alguma maneira para a sociedade. Nossa ideia não era apenas entregar a comida, como muita gente já faz. Fizemos questão de servi-los como se eles estivessem em um restaurante, com dignidade, respeito e boa vontade”, declara.