Calouros e veteranos da Universidade de Brasília (UnB) preparam a terceira edição do Trote Solidário, que será realizado em 28 de agosto, no Caic Bernardo Sayão, em Ceilândia. O Diretório Central dos Estudantes e cerca de 20 centros acadêmicos organizam as atividades. Neste semestre, os organizadores querem envolver os alunos de todos os campi. No dia do trote, o Decanato de Assuntos Comunitários vai fornecer sete ônibus e dois microônibus para transportar os universitários à escola de Ceilândia, que atende 900 crianças.
Pela primeira vez, as ações devem mobilizar também a comunidade externa. Raul Cardoso, coordenador-geral do DCE, explica que serão distribuídas caixas para doações nas sedes dos centros acadêmicos participantes e em escolas públicas e privadas da cidade. “Pedimos dois caminhões-baús para levar o material ao Caic Bernardo Sayão. Mas, se tudo der certo, não vai caber tudo”, brinca Raul. Quem quiser ajudar, pode doar livros, roupas, brinquedos e alimentos não perecíveis (saiba mais em www.dce.unb.br).
A expectativa é que o trote solidário atraia 500 estudantes da UnB para as atividades. “Mas a gente procura incentivar a autonomia. Se alguém tiver amigos que possam dar oficinas, é só entrar em contato conosco, não precisa ser aluno da universidade”, reforça Mel Bleil Gallo, aluna do 6º semestre de Comunicação Social e uma das idealizadoras do trote solidário.
Mel explica que os universitários escolheram Ceilândia para garantir a continuidade de ações solidárias na cidade. “Ceilandia é a cidade mais pobre do Distrito Federal e a que registra os maiores índices de violência”, observa a estudante. No dia do trote, as crianças terão oficinas de teatro, educação alimentar, pintura de rosto, risoterapia, entre outras.
Boa ação
O trote solidário surgiu no segundo semestre de 2008, por iniciativa de centros acadêmicos da UnB. Esta é a primeira vez que o trote integra a programação oficial da Calourada do DCE. Para Raul Cardoso, as ações solidárias ajudam na interação não só calouros e veteranos, como dos universitários de diferentes orientações políticas. “Existe espaço para que todos proponham atividades, é um grande símbolo da união estudantil”, define.
A diretora de Esporte, Arte e Cultura da UnB, Lucila de Andrade, acredita que os universitários estão mais organizados neste semestre. “Eles já sabem quais foram os pontos fracos de mobilização, estão pensando na integração com os novos campi”, exemplifica. O Decanato de Assuntos Comunitários deve lançar, nos próximos dias, edital para popularizar ainda mais o trote solidário. A ideia é selecionar estudantes para produzirem vídeos educativos sobre a prática. O DAC pretende expor o material em escolas de ensino médio e para calouros da universidade.