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Estudantes da UnB avaliam mudanças de embarque na Rodoviária do Plano

A partir desta quarta-feira (22), os usuários da linha 0.110 (Rodoviária do Plano/UnB) realizam o embarque em outra plataforma. Dinheiro não está mais sendo aceito como forma de pagamento da tarifa

Foto: Gabriel de Sousa

Por Gabriel de Sousa
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Os usuários da linha 0.110, que faz o trajeto entre a Rodoviária do Plano Piloto e o campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), tiveram que se adaptar a uma nova forma de embarque. A partir desta quarta-feira (22), a linha não mais opera na plataforma A, e sim na plataforma B do terminal.

Outra mudança sentida pelos brasilienses foi a impossibilidade de pagar a passagem no dinheiro. A linha da UnB, agora, funciona da mesma forma do BRT, e apenas aceita cartões pré-pago para a ativação das catracas. Para entrar no 0.110, o morador pode usar o seu passe livre estudantil, vale-transporte ou o seu cartão-mobilidade.

A decisão de modificar o acesso dos usuários ao 0.110 partiu da Secretaria de Transporte e Mobilidade (SEMOB/DF), que pretende reduzir as longas filas de espera, que já eram características da linha que vai até a UnB. “Os universitários vão passar o cartão nas catracas instaladas na plataforma e poderão embarcar direto pela porta do meio e porta traseira do ônibus, agilizando assim as saídas dos veículos na rodoviária. Com isso, daremos um atendimento com maior rapidez nas viagens”, disse o secretário da pasta, Valter Casemiro.

Chegar à aula ficou mais rápido

No início da manhã desta quarta-feira (22), horário diário em que, normalmente, as grandes filas se formavam para o embarque no 0.110, a plataforma “A” da Rodoviária estava com uma concentração de pessoas menor que a habitual. No novo ponto de embarque, no espaço destinado ao BRT, também não houve aglomerações, já que o sistema de catracas havia tornado o acesso aos ônibus mais rápido.

Foi essa a percepção da estudante Júlia Barcelos, de 19 anos, estudante do terceiro semestre de ciências contábeis. A universitária conta que nas últimas duas semanas havia chegado atrasada na sua aula das oito da manhã, porém, com a mudança da forma de embarque, chegou, pela primeira vez, antes do horário.

“Eu ainda não consegui me adaptar com os horários da minha casa até a UnB, e eu sempre chegava atrasada, principalmente porque a fila sempre tava depois da Viçosa [pastelaria no fim da plataforma A]. Agora, com esse novo jeito de subir, eu não fiquei tanto tempo esperando, consegui chegar antes da aula”, relata Barcelos.

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Outra estudante que não enfrentou filas foi Isabela Calixto, de 24 anos, que relata para a equipe do Jornal de Brasília que foi avisada sobre as mudanças da forma de embarque para a UnB. A jovem também observou que, talvez, nem todos os estudantes estavam preparados para as novas alterações.

A jovem analisa que as dúvidas serão frequentes em um primeiro momento, mas, em breve, a mudança da forma de embarque trará benefícios para a comunidade acadêmica da UnB: “Eu acho que no primeiro momento vai ser sempre caótico, mas eu acho que ter uma plataforma exclusiva para o 110, no final, pode ser bom”.

O graduando em química Eduardo Sotero, de 20 anos, conta que normalmente levava uma média de cinco a dez minutos para embarcar no 110. Agora, o estudante diz que ele e os seus colegas embarcam instantaneamente. “Deixa o espaço livre mais rápido para o embarque e desembarque do outro ônibus”, comenta.

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