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Brasília

Estudante é agredida no estacionamento da UnB

Arquivo Geral

19/06/2013 20h41

Com a cabeça dolorida e ainda sem entender os motivos da agressão por um morador de rua, a estudante de Museologia Poliana Romeiro Wanderley narra com espanto o episódio que viveu na manhã dessa terça-feira (18), no estacionamento da Faculdade de Tecnologia. “Ele apareceu, por trás de um carro, com um pedaço de pau e me atingiu na cabeça. Foi tudo muito rápido”,  conta a aluna de 28 anos, que fazia a pé o trajeto para casa, na Asa Norte.

 

Poliana relata que o ataque ocorreu sem nenhum motivo aparente. O agressor não tentou assaltá-la ou ofendê-la com xingamentos. “Não consigo entender. Acredito que a intenção era me matar”, diz. Ela foi levada por um amigo ao Hospital Regional da Asa Norte, fez uma radiografia do crânio e não precisou ficar internada. Nesta quarta-feira (19), com tontura e náusea, a estudante foi avaliada por uma enfermeira da UnB e encaminhada para o Hospital de Base por uma ambulância da universidade.

 

Apontado por testemunhas como responsável pela agressão, Renato Pereira dos Santos, de 20 anos, foi imobilizado por estudantes e seguranças do campus. A Polícia Militar foi logo acionada e encaminhou o rapaz para a Delegacia de Repressão a Pequenas Infrações (DRPI), onde o caso foi registrado. Renato prestou depoimento e foi liberado no mesmo dia. “Em flagrantes como esse, o autor assina um termo de compromisso e é liberado. A Lei 9.099/1995 dá um tratamento diferenciado aos crimes de lesão corporal leve, considerados de menor potencial ofensivo”, explica um agente da delegacia. A decisão desagradou Poliana. “Ele vai acabar matando alguém”, alerta. “Ele disse que não era a primeira vez que agredia uma mulher nem seria a última”.

 

MEDIDAS

 

Assim que tomou conhecimento do caso, na manhã desta quarta-feira, a decana de Assuntos Comunitários, Denise Bomtempo, solicitou assistência à estudante. “Vamos acompanhá-la da melhor maneira possível. Precisamos garantir a integridade física e psicológica dela”, afirmou. A assistente social e assessora do decanato, Maria Therezinha da Silva foi à casa de Poliana. “Nosso acompanhamento será contínuo. Vamos encaminhá-la ao Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos e auxiliar em tudo o que for necessário”, disse.

 

Denise Bomtempo solicitou ao prefeito do campus, Marco Aurélio de Oliveira, que, em ocorrências como essa, a comunicação com o decanato seja feita de forma imediata. Em geral, a área de assuntos comunitários toma conhecimento formal dias após a ocorrência dos fatos. “Com esse contato, poderemos atuar com mais eficiência em casos que demandam intervenções rápidas”, diz Maria Therezinha.

 

SEGURANÇA

 

O reitor Ivan Camargo disse estar “chocado” com o caso e reforçou a necessidade de ampliar as discussões sobre segurança nos campi. “É um fato lamentável. Vamos apurar e agir para combater esse tipo de situação”, afirma. Ivan lembra que audiência pública será realizada para tratar do planejamento de combate à violência na UnB. O evento estava previsto para esta semana, mas precisou ser adiado. “Será uma oportunidade importante para definirmos ações estratégicas”.

 

A integração física com a cidade é uma característica da Universidade de Brasília. O campus Darcy Ribeiro tem um vasto número de acessos e não há restrições de circulação na maior parte de seus quase 4 km² de área.  Esse aspecto faz com que a comunidade acadêmica sofra com problemas comuns aos demais espaços públicos. Nesta semana, o reitor foi vítima da falta de segurança.  Ele teve uma moto furtada no estacionamento em frente ao prédio da Reitoria.

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