Algumas escolas do Distrito Federal ainda são de placas de amianto, material que, se for mal condicionado, pode trazer prejuízo à saúde. As unidades que o Jornal de Brasília visitou foram construídas provisoriamente para usar por apenas três anos. Porém, existem há mais de 20 anos da mesma forma. De acordo com especialistas, o amianto é uma substância cancerígena caso a pessoa fique por muito tempo exposta à poeira do material quando não estiver bem revestido.
As placas das escolas possuem a substância entre duas placas de madeira bem condicionadas. No entanto, na Escola Classe 121, em Samambaia, algumas paredes feitas com o material estão quebradas. E isso pode deixar os alunos e os profissionais em contato com a substância. Conforme a diretora da instituição, Cláudia Moraes, a sala que apresentou o dano foi interditada para que não houvesse prejuízos. Ela afirma que não é só este o problema. Cláudia conta que as placas de apoio no chão da escola estão enferrujadas e com isso as placas de amianto estão cedendo e as janelas ficam desniveladas. “As janelas das salas de aulas estão emperradas não abrem e nem fecham”. Sem as janelas abertas, outro problema é acentuado: o calor. “O desconforto térmico é enorme.”
alta temperatura
A Escola Classe 108 de Samambaia também sofre com o calor, pois é feita das mesmas placas de amianto. O diretor da unidade, Cícero Alves, conta verificou a temperatura dentro da sala de aula em meados de agosto e chegava à 38 graus, com sensação térmica ainda maior. “Pense no calor que as crianças sentem”.
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