Júlia Carneiro
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Refúgio de quem busca um local para praticar esportes e se divertir, o Parque da Cidade vem sido palco de diversos crimes. Neste ano, já foram furtados 17 veículos no local, e somente em janeiro dois casais foram vítimas de sequestro relâmpago. O parque será o ponto de partida da Operação Asas, que tem o objetivo de intensificar o policiamento em todo o Plano Piloto.
Com oito milhões de metros quadrados, o parque recebe uma média de 80 mil pessoas por dia aos sábados e domingos, e 15 mil em dias de semana. No espaço, serão anunciadas hoje as medidas traçadas pela Segurança Pública do Distrito Federal (SSP), para conter a criminalidade no Plano. Somente no parque, a ideia é aumentar em pelo menos quatro vezes o número de policiais em motocicletas.
“De acordo com um mapeamento de horários e locais de risco, faremos um melhor manejo desses instrumentos para que possamos dar uma resposta imediata de combate à violência”, explica o Administrador de Brasília, Messias de Souza. Esse mapeamento será feito também em todo o Plano, para distribuir as equipes policiais conforme a necessidade.
Atualmente, a fiscalização do Parque da Cidade é feita por 13 policiais diariamente. Existe somente um posto da PM, ao lado do Parque Ana Lídia, e a 1ª DP (Asa Sul) disponibiliza dois motociclistas e uma viatura. O Esquadrão da Polícia Montada também auxilia com três agentes por dia.
A PM alerta que a população deve estar atenta para evitar os crimes. “Só na noite de ontem (terça), abordei 12 casais namorando dentro do carro em locais escuros. É assim que ocorrem os sequestros”, destaca o sargento Roberto de Souza, do 1º Batalhão da PM e gestor de policiamento comunitário do parque.
A estudante Natália Sueiro, 19 anos, vai ao local diariamente, e não se sente segura. “Chego quando ainda está escuro e vejo muita coisa. Já vi um guardador de carro arrombando o veículo do meu amigo na minha frente”.