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Estoques do Hemocentro chegam a níveis críticos

O estoque do B- entrou em nível crítico. Fundação destaca que a falta de doadores põe em risco a vida de pacientes sem acesso

Por Lucas Neiva 03/02/2021 5h44
Para marcar o Dia Mundial do Doador de Sangue, Ministério da Saúde lança campanha de doação de sangue, no Hemocentro de Brasília

A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) alerta para a escassez de doadores no mês de janeiro. Estoques estão atingindo níveis críticos: na última segunda-feira (02), os tipos A- e O- chegaram próximos ao fim. Na manhã de ontem, o estoque do B- entrou em nível crítico. Fundação destaca que a falta de doadores põe em risco a vida de pacientes sem acesso.

A queda nos estoques do sangue A- foi provocada pela necessidade de transfusão em dois pacientes vítimas de queimaduras na rede pública hospitalar. Mas baixa generalizada já está relacionada à falta de voluntários para doação de sangue. “O nosso estoque está passando por dificuldades esse mês porque o final do ano passado não foi tão bom quanto o esperado. Os meses de novembro e dezembro costumam ser muito bons para a coleta, mas em função da pandemia que trouxe a sensação de insegurança, nós já começamos o ano com o estoque deficiente”, explica Anne Ferreira, chefe da Seção do Ciclo do Doador na FHB.

A gestora também destaca que, da mesma forma que os meses de novembro e dezembro costumam ser os de maior fluxo de doadores, o mês de janeiro tende a sofrer baixas em função do grande fluxo de brasilienses saindo da cidade durante as férias, piorando a situação do abastecimento. A reportagem chegou a verificar o estoque da fundação. Grande parte das gavetas armazenavam menos da metade de sua capacidade, sendo que a de sana gue B- continha apenas duas sacolas de sangue.

A FHB atende todos os hospitais vinculados à Secretaria de Saúde e algumas unidades conveniadas. Para que os estoques voltem à normalidade, Anne afirma que é necessário que a fundação consiga recuperar a quantidade de doadores que tinha antes da pandemia, de cerca de 170 a 180 doações diárias de diferentes tipos. Para doar, os principais requisitos são ter entre 16 e 69 anos de idade, estar bem de saúde, levar documento oficial com foto e se alimentar antes da doação, evitando alimentos gordurosos. Demais requisitos podem ser vistos no site da Fundação (http://hemocentro.df.gov.br).

Fazendo o bem ao próximo

A recepcionista Neivani Oliveira Lima, de 40 anos, doa sangue regularmente na Fundação Hemocentro e destaca que a doação é uma forma de ajudar o próximo. “Eu sinto que estou fazendo alguma coisa por alguém. É um bem para alguém que pode estar necessitando. Eu me sinto bem, eu gosto de vir e de estar aqui novamente ajudando”.

A doadora lamenta a queda nas doações, e acredita que não seja por acaso a falta nos tipos A e B. “Meu sangue é um tipo muito comum, é um A. Mas por ser um tipo tão comum, às vezes é um dos que sempre estão precisando”. Ela também reforça a importância da participação nas campanhas de doação. “A doação é uma maneira de você praticar uma boa ação a alguém que você não sabe quem é. Um dia pode até ser alguém da nossa família que vai precisar de uma doação”.

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