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Brasília

Estatísticas mostram que a cada dia ocorrem pelo menos três roubos na Asa Sul

Arquivo Geral

11/07/2010 7h18

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br
Atranquilidade passa longe das ruas da Asa Sul. O bairro, referência em qualidade de vida no Distrito Federal, se tornou alvo constante da ação de bandidos. Estatísticas da Polícia Civil, com base nos boletins de ocorrência de 2009, comprovam que a cada dia ocorrem pelo menos três roubos na região. Em números absolutos, a incidência do crime também assusta. Ao longo do ano passado, foram 1.153 casos.

 

“A Asa Sul, assim como toda Brasília, é um grande centro de atração. Todo dia, a região é frequentada por milhares de pessoas das Regiões Administrativas do DF e do Entorno. Isso a transforma  também em um centro de atração para os criminosos”, explica o delegado-chefe da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Watson Warnling.
Entre as ocorrências registradas na região, o roubo a pedestres chama a atenção. De janeiro a dezembro, foram 838 casos, o que equivale a 72,6% do total de roubos.

 

Segundo Warnling, grande parte dos roubos a transeuntes é praticada por moradores de rua. Em duplas, eles abordam as vítimas em locais de pouco movimento. Por trás de cada crime, as motivações chegam a um denominador comum: o consumo de drogas, a compra do entorpecente ou o pagamento de dívidas.

 

De acordo com o comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar (Asa Sul), tenente-coronel Lima e Silva, outra parte significativa desses bandidos vem de outras regiões do DF, municípios do Entorno e até de regiões mais distantes em busca de crimes mais lucrativos. “Isso dificulta a ação da polícia, pois a cara dos bandidos sempre muda. Cerca de 90% dos bandidos de Ceilândia moram lá. Depois que cometem um crime, é fácil identificá-los e prendê-los. Aqui na Asa Sul não temos essa realidade”, explica Lima.

 

Na estatística da Polícia Civil, os roubos a veículos ocupam o segundo lugar de destaque. Ao longo de 2009 foram 107 registros. Os bandidos agem em grandes estacionamentos, situados ao lado de centros comerciais e universidades, por exemplo. Bem vestidos, eles concentram os esforços em levar o estepe e aparelhos de som. Nos casos mais ousados eles levam o veículo inteiro, seja para a troca por drogas e armas, seja para revendê-lo, adulterando placa e documentos.

 

Com 81 casos registrados, o assalto a comércio é o terceiro tipo de crime que mais preocupa. Aproveitando-se de informações privilegiadas, grupos de três a quatro bandidos praticam esse tipo de crime, que,  dificilmente, é focado nos estoques das lojas. Os bandos praticam assaltos em busca de dinheiro vivo, facilmente encontrado em dias de pagamento, por exemplo.

 

Leia a matéria completa na edição deste domingo (11) do Jornal de Brasília

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