A data do primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014 já está marcada: 12 de junho. Enquanto não é definida a cidade-anfitriã da abertura do Mundial, Brasília se prepara para receber turistas e atletas com uma ecoarena, o Estádio Nacional de Brasília, que já está com 34% de suas obras concluídas.
Com 71 mil lugares, o Estádio Nacional ficará pronto em dezembro de 2012, a tempo de receber a Copa das Confederações de 2013. O evento, aliás, servirá como base, ou uma espécie de teste, para o mundial de futebol. Serão avaliadas as funcionalidades de estacionamento, fácil acesso e proximidade às redes hoteleira e hospitalar, por exemplo.
O governador do Distrito Federal e presidente da Comissão Brasília 2014, Agnelo Queiroz, tem a convicção de que o estádio será um legado para a cidade pelos próximos 50 anos, pois agregará, em um só local, eventos esportivos e culturais, incluindo os grandes espetáculos internacionais.
SUSTENTABILIDADE
Além disso, o Estádio Nacional será referência em planejamento sustentável, com interesse voltado à emissão zero de carbono, reciclagem de lixo, transporte público, biodiversidade, baixo impacto ambiental e inclusão social.
“O projeto arquitetônico privilegia a iluminação e a ventilação naturais. Recursos como água e materiais de construção, têm origem em matérias primas recicláveis ou recicladas”, destaca Agnelo Queiroz, lembrando que a ecoarena tem localização privilegiada, bem ao lado da rede hoteleira, o que facilita o acesso a pé. Este é só mais um dos pontos positivos para chamada “Copa Verde”.
Todas as ações sustentáveis e ecológicas – que incluem ar-condicionado inteligente e pisos permeáveis em volta do estádio – credenciam a nova arena do Distrito Federal ao prestigiado certificado Leed, selo do Green Building Council (GBC), dado somente a prédios reconhecidamente sustentáveis. O certificado só será concedido após a conclusão da obra e o Estádio Nacional é candidato justamente na categoria mais alta, a Platinum.
Atualmente, não existe nenhum estádio de futebol com o selo Platinum. Portanto, caso Brasília seja contemplada, o Estádio Nacional será o primeiro da história a ser reconhecidamente sustentável. A próxima a ter essa chance será a Rússia, na Copa de 2018.
Para ganhar o selo verde são observados requisitos básicos como a adoção de materiais de baixo impacto ambiental (aço e alumínio, por exemplo, produzidos em parte com matéria-prima reciclada), tintas e vernizes com compostos orgânicos voláteis e pisos drenantes, dentre outros itens. Além disso, os resíduos da demolição do antigo Mané Garrincha foram reaproveitados (leia quadro).
Agnelo Queiroz também destaca que sustentabilidade não encarece a obra. O GDF conseguiu renegociar o contrato das obras do Estádio Nacional de Brasília de forma inédita, obtendo redução de valores. Após revisão do contrato pelo novo governo, o custo diminuiu em cerca R$ 25 milhões ¯ totalizando R$ 671 milhões.