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Brasília

Estacionamento da Ceasa volta a ser gratuito após reclamações de comerciantes

Arquivo Geral

07/01/2019 14h12

Foto: Brenda Abreu/Jornal de Brasília

Brenda Abreu
redacao@grupojbr.com

Clientes e comerciantes da Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa) podem comemorar. O estacionamento do local, que antes era pago, voltou a ser gratuito após reivindicações de produtores e vendedores, que alegavam queda nas vendas diretas após a concessão do local a uma empresa privada. A nova decisão está valendo desde à 0h de sábado (4).

O estacionamento se tornou pago em 2016, e desde então, o comércio sofre impacto. Antes da assinatura do contrato, cerca de 280 mil pessoas frequentavam a feira, mas após a privatização, o número caiu para 70 mil. O presidente da Ceasa, Wilder da Silva Santos, diz que o preço cobrado pelo estacionamento, R$ 6 a hora, é um dos responsáveis pela queda. “A decisão de retomar a gratuidade veio dos relatórios, que mostram a grande queda de clientes”, afirma.

Apesar de a renda adquirida pela prestação do serviço, aproximadamente R$ 420 mil por mês, o presidente diz que as vendas dos produtores não poderiam ser prejudicadas pelo estacionamento pago. “São eles, permissionários e comerciantes, que mantêm o funcionamento daqui. A receita do estacionamento era complementar”, destaca. Apenas 30% desse lucro ia para a Ceasa.

A gerente de uma loja de hortifruti, Fátima Socorro, 55 anos, diz que o estacionamento de graça irá atrair clientes. “Vamos reconquistar os compradores, que sumiram por conta da situação que tava”, afirma. Ela diz que o movimento caiu em torno de 60% aos sábados, que é o dia do varejo, em que acontece a venda direta para o consumidor final.

Fátima espera maior movimento nas vendas. Foto: Brenda Abreu/Jornal de Brasília

O vendedor Fabrício Martoneto, 40 anos, também está otimista com a decisão. “É ótimo o estacionamento ser de graça, e isso deve impactar mais ainda no sábado. Os feirantes estavam reclamando por conta de os clientes terem desaparecido”, explica. Já o administrador de uma loja de embalagens, Diogo Bezerra, 34 anos, diz que a segurança também precisa ser avaliada. “O estacionamento pago diminui bastante o número de roubos que aconteciam no local”, dispara.

Diogo espera segurança. Foto: Brenda Abreu/Jornal de Brasília

Segurança

Para garantir a proteção de clientes e veículos no estacionamento, o diretor operacional da Ceasa, Fernando Cabral, diz que medidas serão tomadas. “Haverá, no mínimo, um vigilante armado nas proximidades”, destaca. Apesar disso, ele afirma que a Ceasa não se responsabiliza por eventuais roubos.

Quando privado, o estacionamento ficava 24h em funcionamento, todos os dias da semana. Cabral explica que, agora gratuito, será diferente. “O local ficará aberto apenas quando a feira estiver funcionando, do contrário, estará fechado”, diz. A Ceasa funciona de segunda à sexta, das 8h às 17h, e aos sábados, das 6h às 12h. Não abre aos domingos.

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