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Brasília

Esquema de grilagem é flagrado em área próxima ao Jockey Club

Arquivo Geral

14/01/2015 19h22

O sonho de uma área para construir a casa própria, em boa localização e com facilidades de pagamento, levou um grupo de pessoas a cair em um golpe. Uma empresa, conhecida como Haras Clube Hotel Fazenda, loteou uma área próxima ao Jockey Club, na DF-085, e vendeu irregularmente. Após uma denúncia anônima, a Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema) prendeu cinco pessoas suspeitas do crime. Se vendido, o empreendimento renderia R$16,6 milhões aos criminosos, que agiam em um escritório situado em Taguatinga Norte.

Negociação

O nome do empreendimento que seria construído na área – Haras Clube Hotel Fazenda – remete a um local dedicado ao lazer, no entanto, seriam feitas casas no local. A Dema confirmou que 372 lotes seriam vendidos. Destes, cem foram comprados mediante formas de pagamento atrativas. “A entrada podia ser dividida em seis vezes e, para facilitar ainda mais, eles aceitavam veículos como pagamento. A propaganda visava o sonho da moradia própria”, relata o delegado da Dema, Richard Valeriano Moreira. No escritório de vendas da empresa, foram apreendidos mapas, plantas e até maquete do território. Os lotes padrões tinham a metragem de 400m² e cada um tinha o valor de R$49 mil.

Para convencer os compradores, os corretores apresentavam cópias de documentos autenticados em cartórios em Região Metropolitana do DF, que segundo Valeriano, já estiveram envolvidos com irregularidades. A polícia ainda investiga uma possível venda casada, pois a empresa indicava a construtora – que continua sendo investigada – para os clientes. Nenhuma obra foi realizada na região, mas já haviam demarcações de terra e, inclusive, buracos para inserção de postes.

Parcelamento irregular

Os cinco autuados respondem pelo crime de parcelamento irregular do solo urbano – que possui pena de um a cinco anos de prisão. A investigação aponta, ainda, para um possível crime de estelionato e organização criminosa.

A polícia agora começa a procurar possíveis vítimas através da apreensão de cheques usados para pagar os lotes. O delegado recomenda que “quem foi lesado pode procurar a Delegacia com demonstrativos da compra em mãos para que seja feito um possível ressarcimento do valor”.

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